Muchas Gracias, pocos posts

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Obrigado.
22:13
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Gostaria de iniciar este post com um pedido de desculpas por não ter postado na semana passada. Isso se deu por causa de uma série de conflitos pessoais que ocorreram em minha mente durante estes dias. No entanto, gostaria de ressaltar que postarei sim com minha assídua freqüência semanal de sempre e, aviso aos leitores que, podem ter certeza, todos os sábados haverá uma postagem de Mahatma Naiads disponível para que todos vocês leiam.

Obrigada pela atenção!

E agora, vamos ao post propriamente dito...

LHC: Large Hole Creator ???

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             Ano de 2008: período de acontecimentos que marcarão, para sempre, a história de inúmeros países. Ano das Olimpíadas de Pequim, marcadas por fraudes e enganações do COI, tristes eliminações e expectativas frustradas do tradicional esporte brasileiro. Nas Américas, a crise econômica nos EUA, que ocorre simultaneamente ao período eleitoral em que a rixa entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain aumentam pois, ou bem ou mal, com a globalização, estamos decidindo não apenas o presidente dos EUA e sim o representante oficial do Capitalismo mundial. No entanto, algo foi muito mais relevante do que qualquer notícia esportiva ou eleitoral. Uma tese lançada muito recentemente apresentou-se argumentativamente tão forte que passou a ser centro de inúmeras discussões éticas, cientificas e religiosas: o mundo pode acabar!

              Mas como isso aconteceria? Essa pergunta tem sim uma resposta: com a construção do LHC – Large Hydron Collider - uma máquina que pretende recriar o Big Bang. Não, você pode ter tomado um susto mas não leu errado não. A audácia da humanidade é tão grande que até recriar a grande explosão de uma porção de massa incandescente que originou o nosso universo os cientistas estão tentando. Um grupo de estudiosos reuniu-se em Genebra, na Suíça, para construir um acelerador de partículas que possibilitaria a recriação do fenômeno que originou todas as formas de vida e não-vida existentes na atualidade. Ousadia? Sim. E como qualquer projeto grandioso, apresenta uma série de riscos.

            Os cientistas nos garantem que não há nenhum risco iminente neste experimento. As chances de um acidente são mínimas. Bom, acredita nisso quem quer, mas eu, particularmente, não. Considerando o fato de que os cientistas não têm muita noção do que pode ocorrer ao longo deste experimento, estamos agindo praticamente como kamikazes, caminhando em direção a uma extinção de nossa espécie. Será que este risco (que não é pequeno, pelo contrário, atinge uma escala universal) deveria ser corrido? Vale a pena fazer isso? Obviamente, com o sucesso do experimento, inúmeras descobertas extraordinárias poderiam ser feitas, sim, mas elas valem o suficiente para pôr em risco a vida de toda a humanidade? Porque é exatamente isto que está acontecendo. Estamos sujeitos a inúmeras situações: um vazamento de material tóxico ou mesmo radioativo, um explosão atômica que seria mais forte do que o efeito de uma bomba nuclear, a criação de um buraco negro que pode devastar ou mesmo destruir inúmeras partes do globo e, dependendo da gravidade destes fenômenos, poderíamos estar à deriva de um processo que pode ser definido como o início do fim do universo. Não, não estou sendo sensacionalista porque se o fosse, tentaria mascarar os riscos desta empreitada. Estou apenas considerando as possibilidades que, como o próprio nome diz, não são certezas, mas podem acontecer. Vale a pena se arriscar assim? Acho negligentes as ações dos cientistas quanto ao experimento, esquecendo dos riscos graves, em nome apenas de glórias tecnológicas. Será que isso é uma ânsia por um prêmio Nobel ou por fama e fortuna? Não quero julgar ninguém, mas dadas as circunstâncias, é o que fica parecendo...

                     E se a teoria do Big Bang fosse comprovada neste projeto do LHC? Como  ficariam as crenças religiosas?. Se o experimento conseguir comprovar que a terra se originou do Big Bang, onde fica a teoria criacionista da Igreja Católica e outras religiões? Sabemos que os cientistas têm forte aspiração ao pensamento mais teórico dos acontecimentos, descartando as visões religiosas baseadas em dogmas que não podem ser comprovados. Com uma descoberta dessas, os cientistas provavelmente começariam a questionar a veracidade ou invencibilidade de Deus. Muitas  pessoas acreditam que estes cientistas querem brincar de Deus, se mostrando capazes de gerar a mesma coisa que Ele gerou no início de tudo. No entanto, não acredito nesta idéia. O experimento foi concebido com o simples objetivo de se descobrir novidades nos campos científicos e tecnológicos, o que poderiam ser grandes feitos na atualidade.

                    Uma informação divulgada nos jornais dizia que a máquina de LHC foi desativada ontem por motivos de vazamento de hélio líquido (uma das substâncias de menor temperatura existentes) de dentro da máquina. Se os cientistas estão tendo dificuldades para simplesmente manusear a máquina, quem dirá reproduzir o fenômeno? Onde estaria a segurança? Por precaução, esta máquina só será reativada na próxima primavera suíça, que acontece por volta de Abril do ano que vem.

                     Agora, a construção desta máquina que representou um grande avanço no campo tecnocientífico custou um bom dinheiro e, se você não percebeu, que veio do bolso de todos nós, habitantes do planeta Terra. Você foi perguntado se queria investir 10 bilhões de dólares numa máquina como esta? Sim, o mundo inteiro pagou em seus impostos uma quantia que contribuía com tal investimento, mas ninguém sabia que estava contribuindo com isso. Onde anda a democracia? Eu escolhi se queria isto ou não? Ainda dizem que somos livres...

                      Coincidência ou não, percebi uma certa analogia entre a ativação desta máquina e uma das previsões de Nostradamus (um dos maiores videntes da história): que entre 2008 e 2009, o apocalipse aconteceria e começaria, olha que irônico, em Genebra! Meio arrepiante, não é? 

                      Mas enquanto a máquina permanece desativada, podemos relaxar, temos pelo menos 6 meses de vida neste planeta em que vivemos... E assim, termino meu post com o tradicional trecho musical:

 

“Bones sinking like stones

All that we fought for

Homes, places we’ve grown

All of us are done for

And we live in a beautiful world

Yeah, we do, yeah we do…”

 

Don’t Panic – Coldplay

 

(Agradecimentos especiais ao professor David, do curso Brasas Tijuca, cuja aula inspirou-me a fazer este post.)

 

Um abraço!

A Brecha virou moda?

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Depois de mais de uma semana sem postagens, lá vou eu me aventurar novamente.

Sabe, a vida está triste.
Há algum tempo, ir contra o sistema também está na moda.
Mas isso não é há tão pouco tempo quanto vocês pensam. Os punks já eram assim, todos sabem.
É triste, mas é fato.

Poderiam dizer: Mas não é bom criticarem?
Respondo: Não se eles não estiverem com mente de criação de auto-opinião.
Para mim, isso é ridículo.

Se for pra ficar seguindo moda, fica com a parte alienada da população. Pelo menos você reconhece o que é.

Abraço.

Além do Horizonte

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ATENÇÃO: Pode conter spoilers do filme “O Último Rei da Escócia”. Porém, antes de você, leitor, desistir de ler este texto por não ter visto o filme em questão, adianto que farei um breve e esclarecedor resumo antes de apresentar minhas visões.

Nem tudo é o que parece. Durante nossas vidas, tendemos a aprender e a reconhecer a veracidade desta frase. Seja de forma mais tranqüila e agradável, como numa reflexão mais profunda; seja de uma forma mais brutal, agressiva, chocante, como quando descobrimos que algo ou alguém que julgamos conhecer, é completamente diferente daquilo. Ao assistir ao filme “O Último Rei da Escócia”, com Forest Whitaker, James McAvoy e Kerry Washington, percebi que o ditador retratado no filme exemplifica com perfeição esta idéia de superfície X conteúdo. Farei, agora, um breve resumo do filme em questão:

Uganda era um dos países que tinham sido colonizados pelos Europeus. Em certa época, um presidente sobe ao poder: Idi Amin Dada. Este era considerado o ditador do povo. Todos o admiravam muito e era um homem que revelava forte ligação com a cultura européia, em especial com a escocesa. Usava vestimentas do país, enfim, era um adorador do local. Com a ida de um jovem médico saído da Escócia em direção à Uganda, seus caminhos se cruzam. O jovem vira médico pessoal do ditador e depois de criar um forte sentimento de admiração pelo governante descobre que, na verdade, Idi Amin era um dos mais impiedosos ditadores da história. Tudo que revelava ser desfavorável aos seus interesses era reprimido das formas mais sangrentas e fortes que se viu. Pessoas eram torturadas e massacradas sem o mínimo de piedade ou compaixão. Todos que viam Idi Amin, consideravam-no um homem impressionante. Porém, os mais íntimos sabiam da sua verdadeira face perversa.

Exemplos da maldade do governante:

a) Ao descobrir que a mulher o traíra, mandou matá-la e cortá-la em pedaços deixando-os à mostra em uma maternidade clandestina.
b) Ao descobrir que o médico o traíra mandou prendê-lo vivo com ganchos presos à pele, definhando de dor.
c) Na suspeita de que um de seus empregados estava articulando com inimigos, mandou darem um tiro na cabeça do mesmo.

Além, Idi Amin tinha filhos com diversas mulheres e em festas, mesmo sendo casado, seduzia outras. Sempre andava com uma segurança pesada considerando os inúmeros atentados contra ele e sua escolta presidencial.

Pois bem, analisando: todos achavam Idi Amin solidário, brilhante, um verdadeiro representante do povo. No entanto, o que nem todos sabiam era que, na realidade, era um homem sedento de poder e que não media esforços para conseguir o que queria. Grande admirador de festejos orgiásticos, não apresentava muita seriedade quanto à sua vida pessoal, considerando o fato de deitar-se com outras mesmo enquanto casado. É estranho notar mas uma figura tão humanizada, tão popular, revelou-se um verdadeiro monstro.

Idi Amin Dada possuía duas faces bem distintas. Sua face mais obscura estava escondida por uma máscara que, ao ser retirada, representava qualidades bem reveladoras da figura em questão. Este ditador marcou a história de Uganda, um dos países africanos mais significativos da história. No entanto, percebe-se que a África passou, e tem passado por grandes provações desde os primórdios. Mas como um país que foi cenário do nascimento da civilização (Quem não lembra do Australopiteco Lucy?), o ponto de partida das jornadas nômades que povoaram as diversas regiões do globo, pode ser palco de chagas que marcaram o sentimento dos nativos deste continente, como o processo de escravização realizado durante os regimes colonialista (1500) e imperialista (1914), o Biafra (do qual temos fotos de crianças que padeciam diariamente por inanição), o Apartheid (segregação racial, uma falsa idéia de superioridade dos brancos em relação aos negros, ideologias que nos remetem aos ideais da Alemanha nazi-fascista de Hitler), a AIDS (ou SIDA, síndrome que debilita o sistema imunológico de centenas de habitantes deste continente; condições irrisórias de atendimento médico tornam este problema ainda mais iminente), e etc... Por que a África sofre tanto? Muito mais do que os outros continentes... Isso é uma injustiça com a mãe de todos nós, berço cultural de toda a civilização mundial (pois, ou bem ou mal, tudo começou com as dispersões territoriais do homem africano pré-histórico)!!!
É com tristeza que analiso estes problemas do continente, tão diversificado culturalmente, com uma riqueza de informações incrível, as grandes savanas, os belos desertos, etc...
Tenho que admitir que tenho uma certa fascinação por esta nação tão emblemática... Mas como pode um país como Uganda ser vítima de um compatriota seu como Idi Amin Dada? A África sofreu muito pois seus nativos confiaram demais em colonizadores e ditadores que alegavam uma série de vantagens ao continente quando, simplesmente, o exploravam. Pessoas de duas caras, que eram algo que se escondia sob uma face mais sedutoramente simpática. Como de praxe, trago uma música para completar a reflexão do tema do meu post:

“Diga quem você é, me diga!
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Me mostra e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser.”
(Máscara – Pitty)

Um grande abraço!

(mais um) Comunicado Mente Aberta

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Comunicamos que a escritora Inferninho saiu deste blog, por motivos de força maior.
Segue informe ao público:

"Gente, escrevo aqui realmente emocionada dizendo que desertei do Blog por motivos pessoais. É incrível fazer parte de um grupo como este, cheio de pessoas agradáveis e livres. Porém, parece que eu ainda não estou pronta para certos compromissos. Saudações e estejam sempre alertas!


BEIIIIIIIJÃOOO pessoal, Inferninho."

(05/09)

--

equipe Mente Aberta.

Preço Exorbitante Para um Esporte de Massa

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Eu poderia falar de vários assuntos, como os dois golaços que não entraram na semana passada, de Lúcio Flávio e Léo Moura, o torcedor do Coritiba que chamou o jogador Carlos Alberto, do Botafogo, de macaco, e foi processado pelo jogador, o time de futebol que ousou ganhar da Alemanha de Hitler e foi assassinado por isso, ou então de Robinho, que por pura pirraça saiu do poderoso Real Madrid pra jogar no time dos petroeuros.

Mas eu vou fazer uma crítica à CBF. A Confederação Brasileira de Futebol, comandada há 4 mandatos por Ricardo Teixeira, que marca todos os seus jogos amistosos em Londres, que distancia a torcida da seleção, que não convoca mais jogadores que atuam no Brasil dando preferência aos do Leste Europeu. Essa Confederação, nas raras vezes em que faz um jogo aqui, (por obrigação, não por opção) cobra preços exorbitantes pelo ingresso. O mais barato para o jogo de amanhã será 30 reais. Imagine o cidadão que quer ver o jogo, e levar a família. 90 reais, com esposa e filho. Absolutamente fora da realidade do nosso país. E o que acontece? Vai nesses jogos gente que não costuma ir a jogos de clubes, logo, não costuma cantar e apoiar o time os 90 minutos. Quem acompanha o futebol nota claramente a diferença entre jogo da Seleção Brasileira e jogo da Seleção Argentina, por exemplo. Além disso, é absolutamente errado o cara pagar mais pela seleção do que pelo time. Por que time, ele pode ir a todos os treinos, pode ajudar, pode cobrar quando algo estiver errado, e na seleção não. Só para se ter um exemplo, até o domingo não haviam se esgotado os 45.000 lugares do Engenhão. No sábado da semanda da final da libertadores, todos os 90.000 mil lugares já estavam esgotados.

Bom , concluindo, a CBF já ganha dinheiro demais em Londres, e oferece um produto de qualidade muito baixa para cobrar esse preço.