É confiando que se confia.

4 Comentários »

Olá.

Tudo bom?

...

Você leitor e internauta claro que já começou a conversar com alguém dessa maneira, ou então respondeu à pergunta.

Mas quantas vezes você foi realmente sincero?

Aposto que algum desses dias que você se dignou a fazer uso das ferramentas cibernéticas de bate-papo você não estava bem, poderia estar triste ou chateado, mas a resposta provavelmente foi tão instantânea quanto o programa que estava utilizando.

Tudo bem e com você?

Algumas vezes dando essa resposta pronta, eu penso: 'o que estou dizendo? Não está tudo bem!'

E se a pessoa com quem estou conversando é alguém com quem eu possa conversar, desabafar, eu corrijo: 'Pensando bem, não está não' e explico o ocorrido.

Eu acho engraçadas essas reações automáticas que temos.

Quantas vezes me ofereceram coisas que eu imediatamente recusei, pelo costume da educação, e fiquei remoendo a vontade de aceitar, mas não querendo voltar atrás.

Não sei se essas coisas acontecem simplesmente pelo hábito, ou se de alguma maneira nosso cérebro, munido do nosso instinto de autopreservação, cria maneiras de fazer com que pareçamos menos frágeis do que realmente somos.

Existem muitas pessoas que fazem isso consigo mesmas. Não como uma forma de criar uma mascara ou usar da falsidade, mas com o intuito de se preservarem, não se sentirem ameaçadas de alguma maneira, seja fisicamente, emocionalmente ou culturalmente.

Acredito que nos tempos de hoje essa tentativa de se guardar anda aumentando, afinal com tantas pessoas juntas e com tantas coisas que vemos por ai, nunca se sabe o que pode acontecer, não se sabe para que lado olhar, onde esperar o perigo.

Criamos, assim, um bloqueio com as pessoas. O que nos prejudica, porque muitas vezes fizemos isso não apenas com os desconhecidos, mas às vezes até com pessoas próximas. Acho que isso acontece por medo de nos machucarmos ainda mais, pois quanto maior a proximidade maior a dor da decepção e dos erros.

Mas ao mesmo tempo eu penso que estamos criando barreiras demais. Estamos nos resguardando demais. Não falamos muito bem como nos sentimos, as cosias que acontecem. E isso tudo vai aumentando dentro de nós, e nos destruindo por lá. Temos medo de conhecer novas pessoas, e ir para locais diferentes 'estranhos' para nós. Hoje em dia, nos nossos prédios poucas pessoas costumam conversar com seus vizinhos, fazer amizade, falar mais do que bom dia, quando se fala.

Estamos nos escondendo dentro de nós mesmos, e às vezes nem sabemos o que podemos encontrar.

Confiança é uma das bases de tudo, claro que não devemos ser tolos, mas deve-se dar crédito para pessoas que tenham demonstrado receptivas. Ou quem sabe fazer com que certas pessoas se tornem assim.

Nós humanos todo-poderosos não estamos apenas destruindo as coisas ao nosso redor, mas estamos nos destruindo. Quantas coisas horríveis você vê por ai? É tanta falta de paciência, de confiança, de carinho e principalmente de amor.

As coisas seriam melhores se nós déssemos uma chance para nós mesmos.

Saudações,

L. Hobbit

13:14

4 Responses to "É confiando que se confia."

Yumi Says :
6 de setembro de 2009 17:03

quando alguém me pergunta se tá td bem, digo logo que sim, pq afinal ela nem quer saber como realmente estou, só fez essa pergunta por costume e na verdade nem se importa

concordo com o que vc disse
a humanidade realmente está se destruindo

Mahatma Naiads Says :
13 de setembro de 2009 20:51

Eu também faço isso...
Tem umas coisas que a gente faz que já estão no automático mesmo... Tipo, já notou que falar "obrigado(a), de nada, disponha, por favor, com licença" são palavras tão automaticas que a gente custa a parar para pensar no real sentido delas? Acontece....

Mirza Says :
3 de outubro de 2009 21:58

hahaha, amei esse texto.. e tudo qvc disse grande part é verdade... as pessoas tem isso mesmo, mas acredito mesmo q é cmo se fosse mesmo uma camada protetora a gnt gosta de se reservar sabe..

amei o textooo =)

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