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100% de chances do seu coração estar batendo...

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Acertei? Pois é! No Domingo, li um texto interessantíssimo no Estadão e gostaria de compartilhar com vocês, leitores de Mahatma Naiads...
É de um autor brasileiro muito bem humorado, de que gosto muito: João Ubaldo Ribeiro...
Vale a pena!

Os números não mentem (João Ubaldo Ribeiro)

Os números têm o dom de intimidar as pessoas. Se alguém disser, por exemplo, que a maioria das mulheres casadas é infiel, haverá à mesma mesa quem o conteste imediatamente. Mas, se a afirmação for que 57,8 por cento das mulheres casadas são infiéis, a respeitabilidade da informação é rapidamente estabelecida, embora, é claro, tanto uma assertiva quanto a outra possam não passar, como no caso, de chutes sem o menor respaldo na realidade. Dizem que um matemático uma vez confrontou Diderot, o enciclopedista, que era ateu, com a sentença “a+b=x, logo Deus existe”. Diderot teria embatucado, vencido pelo aparente rigor científico da afirmativa, que, naturalmente quer dizer apenas que a soma de dois números determinados é igual a um terceiro e é preciso ser bastante panteísta para acreditar que Deus está envolvido no assunto.

Além disso, fomos acostumados a ouvir e repetir que os números não mentem. Mentiriam, neste caso, as palavras, enquanto os números, com toda a exatidão que sugerem, seriam sempre confiáveis. Mas é óbvio que nem números nem palavras mentem. Quem mente são as pessoas que usam esses números e palavras. E mentem com tamanha desfaçatez que trazem uma péssima reputação à pobre ciência estatística, que já foi e continua vítima de toda sorte de vilipêndio, tais como o que a descreve como a arte de mentir com precisão ou aquela que leva um sujeito a afogar-se num rio com a média de 50 centímetros de profundidade. Não é bem assim, mas às vezes parece ser.

No dia a dia das notícias, as estatísticas nos perseguem, até porque, jogadas a torto e a direito, entram em frequente contradição umas com as outras, ou, o que é ainda mais aflitivo, com a realidade que defrontamos. Estarão mentindo, ou o que vemos e ouvimos não passa de uma impressão paranoica? Que estarão querendo dizer com “o brasileiro médio”, “a dona de casa de classe média” ou “os ricos” ou qualquer outra das centenas de categorias em que nos dividem o tempo todo?

Bem, não vou dar aula de estatística aqui, até porque me falta qualificação e o que sei dela já lá se vai em aulas longínquas, nunca mais rememoradas. Mas encontrei, esquecidas num dos socavões do computador, algumas notas que tomei para mostrar o uso sem-vergonha das estatísticas, que nos pega todo santo dia. Não sei de onde tirei originalmente essas notas e, se são trabalho alheio, me apresso em agradecer, embora não saiba a quem. O objeto escolhido para a “pesquisa” é o pão e o objetivo é provar que ele faz mal. Os percentuais citados não são reais nem têm importância. É com truques como esses que nos empulham e aterrorizam todo santo dia. Aí estão os resultados “estatísticos” para a pesquisa sobre o pão. Os números não mentem.

1. 100% dos consumidores de pão acabam mortos.

2. 98,3% dos presidiários que cumprem pena por crimes violentos são usuários de pão.

3. 85,2% de todos os alunos do ensino médio que obtêm resultados insatisfatórios nas provas consomem pão diariamente.

4. No século XVIII, quando todo o pão era preparado nas próprias residências dos consumidores, a expectativa de vida média era de menos de 50 anos. As taxas de mortalidade infantil eram absurdamente elevadas, muitas mulheres morriam de parto e doenças tais como as febres tifoide e amarela dizimavam cidades inteiras.

5. 92,7% dos crimes violentos são cometidos dentro de 24 horas depois da ingestão de pão.

6. O pão é feito basicamente de farinha de trigo. Está provado que menos de 500 gramas de farinha de trigo são suficientes para sufocar um rato. O indivíduo médio, que consome dois pães de cinquenta gramas por dia, terá ingerido, no final do mês, farinha suficiente para ter matar seis ratos.

7. Sociedades tribais primitivas que não fazem uso do pão apresentam baixa incidência de câncer, do mal de Alzheimer, de Parkinson e de osteoporose.

8. Está provado estatística e cientificamente que o uso do pão causa dependência física e mental. Pesquisa feita em voluntários revelou que 99,8% daqueles que foram submetidos a uma dieta forçada, somente à base de água, imploraram por pão, em três dias ou menos.

9. O pão é um alimento frequentemente utilizado em conjunto com outros alimentos pesados e prejudiciais à saúde, tais como a manteiga, queijo, geleia e embutidos, todos ricos em gorduras e colesterol.

10. Testes científicos comprovaram que o pão absorve a água. Partindo da premissa de que mais de dois terços do corpo humano são água, todo aquele que ingere pão corre o risco de sofrer desidratação grave.

11. O pão é assado em fornos cujas temperaturas são mantidas acima de 200º Celsius. Essa temperatura pode matar um ser humano adulto em menos de um minuto.

12. 58% dos indivíduos que consomem pão são totalmente incapazes de distinguir entre fatos científicos comprovadamente significativos e baboseiras pseudoestatísticas sem sentido e manipuladas, como esta.

Claro nós não estamos nesses 58% (ou 58,4 ou 46,9), nós somos prevenidos contra esse tipo de coisa. É verdade. E assim me despeço, congratulando-me com todos vocês, pois 97,6% dos que leram esta coluna no domingo passado se mantiveram a semana inteira com a saúde estável e sem problemas no trabalho.


Abraços aos leitores!

Está perto de meia noite...

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Overdose: essa é a única palavra que pode definir a quantidade de informação do rei do pop, Michael Jackson, que vem rolando na mídia. Todos os canais cobrem de tudo! Desde investigações até o enterro, ao vivo e a cores, e a população fica ávida por ver uma cerimônia que nem o corpo do astro mostra... Para completar, muitos lamentam que a cerimônia não tenha tido tanta audiência quanto a posse do atual presidente da superpotência capet...oops, capitalista Barack Obama... Lamentável as pessoas quererem comparar uma posse presidencial com a morte de alguém... No entanto, a mídia tem a incrível capacidade de transformar uma tristeza por perder um ente tão talentoso, em um cansaço por conta da avalanche de informação sobre o cantor. Já criaram teorias de que ele estaria vivo, que era truque de marketing; de que o fantasma dele tem aparecido em Neverland; de que ele foi assassinado. Sinceramente, acho que se esse fosse um truque de marketing, a quantidade de pessoas que odiariam o rei do pop depois, por ter criado essa tensão toda, iria levar seu sucesso por água abaixo. E o pior é que nem falecer em paz ele pode, porque ficam milhares de pessoas dizendo que ele está vivo, que ele não morreu, ou não estava no caixão. Pelo amor de deus! Deixem ele em paz! As pessoas esquecem de pensar no sofrimento pelo qual ele passava. E até quando morre, tem que sofrer mais um pouquinho, em meio a investigações, especulações...Impressionante! Admito que acho teorias da conspiração como a de Elvis e Paul McCartney muito interessantes, mas se fosse um truque de marketing, a volta dele seria sim chocante, mas também algo de tão mau-gosto que os fãs iriam reprovar totalmente. Acho que é um pouco extremo pensar numa conspiração depois de ver sua filha, numa explosão de emoção, falar do quão admirável era seu pai. Foi algo tocante!
O que me irrita mais é o fato de que muitos dos mesmos que anos atrás criticavam o cantor por conta de acusações de pedofilia (que eu julgo totalmente falsas, sinceramente), hoje fazem homenagens calorosas ao artista. Homenagem: é sempre bom, mas hipocrisia...Acho que já tem demais no mundo para a gente querer mais, não é?
Ao meu ver, MJ tinha um tipo de complexo de Peter Pan. Ele perdeu sua infância por conta de um pai que o colocou no mercado de trabalho cedo demais (assim como ocorreu com Brooke Shields, atriz que inclusive já namorou o rei do pop) e isso o fez crescer de forma reprimida. Por isso, ele queria ter o contato com crianças, algo que ele nunca teve. No fundo, não queria envelhecer.
Um amigo meu, João Vitor Silva, apresentou-me argumentos muito bem fundamentados e que fazem todo o sentido: se você notar o que ele fazia com as crianças era o mesmo que você faria com seu coleguinha de quarta série. Para os adultos era absurdo, mas com a sua inocência infantil, aquilo não tinha nada de mais. Quantas vezes amigos não dividem camas, jogam videogames?
Quanto à aparência, foram inúmeras as pessoas que disseram que ele tinha vergonha de ser negro e coisas do tipo. Eu acredito que por conta da doença dele deixar sua pele predominantemente branca, ele achou mais simples aceitar essa cor por inteiro. Inclusive, foram inúmeras as vezes em que ouvi dizer que o pai criticava seu rosto e nariz porque o primeiro tinha espinhas e o segundo era muito largo. Isso gerou uma criança traumatizada, que acabou fazendo plásticas mil para cobrir esse monstro que o pai o fez enxergar. Sua auto-estima era muito abalada.
Os remédios foram um caso à parte: se você sente dores, é inevitável buscar um conforto. Aqueles remédios melhoravam sua situação, suas sensações, eram uma forma de alívio. No entanto, por conta de uma serie de transtornos depressivos que MJ parecia ter, pode ter exagerado na dose em alguns momentos de desespero, o que foi debilitando seu organismo já enfraquecido pela má alimentação que também tinha. No fundo, tudo isso está ligado à auto-estima de Michael, à sua aceitação, e principalmente, em apagar aquele monstro que o pai o fazia acreditar que existia.
Espero que a mídia e a população parem de sufocar a família do astro e também a todos nós com esse fluxo contínuo de informações, teorias, explicações... Será que uma pessoa precisa morrer para ser lembrada? Será que ela precisa morrer para que seus discos sumam das prateleiras? Parece até um pouco mórbido pensar em algo do tipo...
Descanse em paz, rei do pop! Logo a mídia vai deixá-lo viver de forma melhor... Eu sei que vai... Ela sempre faz isso...

Who’s bad?

Um grande abraço!

Mahatma Naiads

A Agord od Oãrdap

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Durante uma das minhas conversas com minha terapeuta, percebi um assunto que ignoramos, mas é muito interessante de ser abordado: padrões. Desde padrões de estudo, padrões de pesquisa, até padrões de alimentação e etc. Vivemos no meio de milhões de padrões. Alguns são meras convenções, que servem para instaurar alguma ordem, e evitar a situação caótica que acabamos vivendo mesmo assim. Outros são padrões pessoais, subjetivos, obsessivos ou não, mas são definições de uma mente que busca uma certa perfeição. (Opa, acabei de entregar em que grupo me encaixo).
Por mais flexível que uma pessoa seja, ela sempre estará seguindo algum tipo de padrão. Comer pão com manteiga no café da manhã é um exemplo de padrão que já ganhou tanta naturalidade que acabamos por não questionar. Mas, se um dia você quiser almoçar no café da manhã, nada te impede, concorda? O problema não está em seguir padrões, e sim em ser totalmente inflexível em relação a eles. Já dizia minha bisavó:
- Todo excesso é nocivo.
E tenho que concordar completamente. É saudável seguir padrões, pois eles facilitam muitos aspectos de nossa vida, poupam tempo, pois já estão lá e só precisamos seguir. No entanto, transformar sua vida num grande conjunto de padrões é o grande problema. Você vive numa prisão, não tem liberdade alguma, pois fica preso a definições, crenças próprias ou de terceiros que impedem que você possa pura e simplesmente ser feliz!
Algo que eu gosto muito de abordar é a temática do padrão de beleza, pois, tenho que admitir, sou uma vitima frustrada dele. Consagramos algumas divas e deuses por sua beleza como se eles fossem um ideal a ser seguido, e esquecemos a nossa individualidade. Buscamos uma perfeição que não existe, queremos ser algo que não somos na realidade.
Algo que reflete muito bem esta idéia é a grande avalanche de dietas que entram e saem de moda, prometendo o corpo de celebridade tal, ou a barriga chapada de fulaninha de tal. Será que essa revistas esquecem que todos somos diferentes? Que nunca teremos o corpo exatamente igual ao de outra pessoa? Nem com mil plásticas isso é possível. Outro dia, li na revista Istoé sobre uma mulher que se submeteu a dezenas de procedimentos cirúrgicos para ficar igual a uma cantora famosa do EUA. Tudo bem, se quer fazer isso, seja feliz! Mas, você nunca vai ser igualzinha aquela pessoa, vai se frustrar com isso. Então, por que não pode aceitar e ser quem você é? (Quem me conhece vai entender esse comentário em off: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”...)
Vivemos numa era em que a incidência de transtornos alimentares aumentou estapafurdiamente por conta de um padrão que a mídia impôs: o belo é ser magérrima, ter um corpo escultural. Estou generalizando um pouco, mas se você fizer uma pesquisa vai notar que praticamente uma unanimidade gostaria de mudar algo em seu corpo. Essa insatisfação é o reflexo de um sentimento de estar fora dos padrões que a mídia impõe como normal. No entanto, o normal é ser diferente. Não é normal viver de dietas para ser algo que você, naturalmente, não é. O normal é se aceitar do seu jeito, sem querer imitar pessoas cristalizadas pela mídia. Muitos dizem que devemos mudar o padrão de beleza. No entanto, a Dra. Marle Alvarenga, nutricionista especializada em Tas defende uma outra idéia: a de que não devemos mudar o padrão, e sim parar de seguí-lo, aceitar a nós mesmos exatamente como somos. Pense só: se o padrão virasse Mulher Melancia, por exemplo, o quanto teria de mulheres frustradas porque geneticamente nunca terão coxas como aquelas, nem que malhem e comam muita proteína e carboidrato.
Padrões sempre vão deixar algum grupo insatisfeito. É impossível agradar a todos! Então, por que não começar agradando a você mesmo?

Notícias quentes do BBB9

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E para você que ama a globo, continue assistindo Big Brother Brasil. Apesar desse ano o programa estar fraco, segundo os telespectadores, uma notícia me deixou bem assustado.

O BBB é o programa que mais rende para a Globo, com uma renda que supera até a de qualquer novela das 8. Se você quer que a Globo continue na sua liderança, dê audiência e faça com que ela ganhe os 110 milhões de reais, previstos para esse ano.

Dou meus parabéns para a emissora pelo programa de alto nível de informação, e espero que, quando a Crise Mundial acabar, essa renda dobre.
, 20:41

Tudo ou Nada?

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.
23:18

(LUTO) Protesto contra o Sistema

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Estava voltando de uma viagem a Paraty com meus colegas de escola quando, ao chegarmos ao colégio, recebemos a notícia do falecimento de uma colega. Em meio a uma atmosfera de tristeza, homenagens e indignações, recebemos a noticia de que havia sido por um problema de saúde. Esta doença não era tão grave, mas tornou-se à medida que a menina não recebia tratamentos adequados. Isto se devia a um sério problema de distribuição de renda em nosso país que criava a necessidade de que ela procurasse o serviço público de saúde. Passando por vários hospitais, a menina teve sua saúde negligenciada. Uma menina que mal havia chegado aos 15 anos, que tinha toda uma vida pela frente, perder a vida assim, de uma forma tão triste. Imaginem o sofrimento dos familiares, da mãe, do pai, ao perderem alguém por conta de um dos problemas mais sérios e graves de nossa atualidade: má distribuição de renda. Nem todos têm acesso à rede privada de saúde, tendo planos de saúde ou afins. No entanto, o certo seria termos uma rede pública eficiente, com médicos de qualidade. Não quero dizer que todos os médicos da rede pública sejam incompetentes e muito menos que todos os médicos da rede privada tenham uma qualidade inquestionável, mas é triste perceber que há tantos profissionais mal preparados que, por negligência médica, acabam acarretando na morte de inúmeras pessoas, que necessitam do sistema público para cuidarem de sua saúde.
Vivemos num país em que a saúde e qualidade de vida não são prioridades. Na verdade, quem dera houvesse este tipo de problema em apenas em um país, seria mais fácil de corrigi-lo. Mas esta falta de investimento é um miasma que infecta uma quantidade absurda de países deste nosso mundo global. O lucro, o comércio, o capital, são os elementos mais importantes e primordiais. Investimos em indústria, comércio, tecnologia, mas esquecemos da saúde e da educação, por exemplo. Esquecemos das necessidades primárias. Impressionante que em meio a uma atualidade em que se descobrem inovações científicas e tecnológicas a todo momento, as pessoas possam ser vítimas de erros e problemas que parecem ser tão rudimentares. Por isso, neste post, declaro luto pela vida não só de uma, mas de inúmeras outras pessoas que podem ter sido vítimas deste mesmo sistema. Descansem em paz....


“ What’s wrong with the World, mamma
People living like they ain’t got no mamma
I think the whole World is addicted to the drama
Only attracted to the things that will bring your trauma (…)

(…)People killing, people dying
Children hurt, I hear them crying
Can you practice what you preach
Could you turn the other cheek-
Father, father, father, help us
Send us some guidance from above
‘Cause people got me, got me, questioning
Where is the Love? (…)”

(Where is the Love? – The Black Eyed Peas)

“Rock and roll ain’t noise pollution.”

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Estava assistindo TV e me deparo com um de meus filmes favoritos: “Escola de Rock”, com o talentoso e cômico Jack Black. Porém, muito além de observar um monte de crianças que começam a tocar com o malandro roqueiro Dewey Finn e, realmente, conseguem fazer um “rock’n’roll” de qualidade, notei um assunto bem interessante que é abordado pelo protagonista em uma das cenas: o Rock foi criado com um objetivo primário: revolução. No entanto, como vem acontecendo com tudo vem sucumbindo ao nosso sistema e virou algo comercial. Essa popularização do estilo musical fez com que muitos passassem a ter uma visão preconceituosa, de que isto não é música de verdade. Porém, como boa admiradora dos bons clássicos do Rock, gostaria de defender o rock’n’roll, iniciando com o trecho musical/título do post da banda australiana AC/DC – Rock’n’roll não é poluição sonora!
Inicialmente, o estilo foi criado como forma de oposição ao sistema vigente em cada época, como protesto contra questões mais polêmicas ou mesmo mais negligenciadas por cada geração. Ainda não era algo tão vinculado à idéia de música para fins lucrativos, ou seja, à superficialidade ou ao apreço a uma imagem marcante. Não era esse o objetivo de bandas como Iron Maiden, quando interpretou “Hallowed be thy Name” (ou “Santificado seja vosso nome”), que descreve os aspectos polêmicos da Idade Média como a igreja católica e a santa inquisição. Chegam mesmo a citar o “Gallows Pole”, onde os hereges eram assassinados na forca.
Não era o objetivo dos Beatles, que até mesmo passaram por uma fase hyppie, caracterizada pela oposição ao sistema capitalista, ao consumismo, ao estresse cotidiano.
Claro que devemos considerar o fato de que estas bandas acabaram repercutindo de tal forma que, por mais que não fosse de forma tão direta, acabaram sucumbindo ao sistema, tempos depois. Mas, quando o rock’n’roll começou a perder seu caráter mais mental e, passou a ser mais comercial? O grande pivô disso tudo: Kiss. A banda de Gene Simmons, com suas máscaras estranhamente misteriosas e sua simbólica língua sangrenta, iniciou a moda de bandas visuais, ou seja, que se focam mais no sucesso midiático do que na mensagem que passam em si. Outros bons exemplos são os expoentes do psicodelismo como Twisted Sister e Van Halen. Não que estas bandas não sejam boas, mas que o Rock teve sua função totalmente modificada, não podemos questionar.
Hoje em dia, ainda temos bandas que tentam mostrar mensagens de protesto contra a nossa realidade como: Linkin Park, Coldplay, U2, Offspring, Green Day, etc. Mas o reconhecimento destas bandas, temos que admitir, foi conquistado muito mais por uma imagem, um estilo que as caracteriza, do que por uma letra de música que tenha sido analisada por todos nós, fãs. Obviamente, devemos considerar, ainda assim, as exceções, que realmente se identificam com as ideologias das bandas. Nota-se que, na atualidade. as bandas engajadas acabaram tendo que adaptar-se ao capitalismo vigente.
Agora, ressaltando a realidade nacional. Poucos são os aspirantes a antigos e ousados visionários, que não temiam criticar o sistema, como: Cazuza, RPM, Legião Urbana, Titãs, Cássia Eller, Ultraje a Rigor (de modo mais cômico, mas ainda assim, ousado), etc.
É só ouvirmos hinos ao protesto como “Que País é Esse?”, do Legião; “Mim gosta ganhar dinheiro”, do Ultraje; “Desordem”, dos Titãs; “Rádio Pirata”, do RPM; entre muitos outros.
Não podemos esquecer que em épocas de “ditadura”, há a grande problemática da censura. O cantor Paulo Ricardo da banda RPM conheceu de perto este “monstro” da época ao lançar o hit “Alvorada Voraz”.
Triste comparar músicas de tão alta qualidade com os sucessos de hoje. Músicas sobre sexo, drogas, apologias à evasão da realidade, romances adolescentes (relaciono aqui à idéia de “ficar”, o amor instantâneo, que começa rápido e termina mais rápido ainda). O problema é que, tenho que admitir, por vezes pego a mim mesma cantando alguns destes singles que ficam em nossas cabeças (mas não em nossas mentes) durante um bom tempo.
Mas, obviamente, não posso apenas idolatrar o Rock sem considerar a grande problemática que envolveu não apenas a juventude de Woodstock, como ainda envolve expoentes da música atual, como a cantora Amy Winehouse: “Sexo,drogas e Rock’n’roll”: um dos conceitos mais errôneos associados a este estilo musical, incrivelmente lamentável.
Se abordado com seriedade, o Rock seria uma saudável forma de repúdio à inaceitável realidade que estamos vivendo. Como isso é feito apenas por um restrito (e bastante restrito) grupos de bandas, ficarei um pouco saudosa das grandes bandas do século passado, apresentando os seguintes trechos para reflexão:

“Nesse mundo assim, vendo esse filme passar...
Assistindo ao fim, vendo o meu tempo passar....”
Alvorada Voraz – RPM


“I’m on the Highway to Hell....
On the Highway to Hell...”
Highway to Hell – AC/DC

Esta última música merece atenção especial pois foi feita pela banda pouco tempo antes de irem em turnê nos EUA. Como não queriam sair muito de seu mundinho fechado australiano e em partes da Europa, chamaram os EUA de inferno pois sabiam que a idéia de fama e fortuna subiria suas cabeças, já que estavam na grande potencial capitalista.


Let’s rock’n’roll!

Um grande abraço!

O seu pára-quedas não abre?

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Inicialmente, agradeço pelo carinho de meus leitores, saudosos dos textos de Mahatma Naiads. Realmente, ficar sem escrever não é bom. São menos idéias a serem expostas e menos visões diferentes a serem conhecidas, pois este é o nosso principal objetivo: expor nossas opiniões para que possamos conhecer idéias de concordância ou discordância de nossas visões. Não quero parecer muito careta neste post, mas há uma idéia que aprecio muito: sábio não é aquele que sabe de muitas coisas. E sim, aquele que consegue se livrar de antigos pensamentos errôneos.
Bom, tentarei ser mais objetiva: as duas últimas semanas foram decisivas para mim. Além de passar por uma tensa semana de provas, finalmente concluí meu curso de inglês (com a globalização do capitalismo, saber línguas estrangeiras tornou-se elementar. Para estar "antenado" em relaçao ao Mundo em que vivemos; lugar onde, por vezes, damos preferência à cultura alheia e não à nossa própria. Pois é... mas isso já é assunto de post passado, sejamos visionários. Vamos pensar em progresso temporal...). Longos períodos de permanência na secretária deste curso fizeram-me notar uma frase que estava em um dos quadros na parede:

"A mind is like a parachute: it works better when opened", que traduzido fica: "Uma mente é como um pára-quedas: trabalha melhor quando está aberta."

Não sei ao certo quem disse isso mas, para um blog cuja equipe chama-se Mente Aberta, julguei interessante mostrar isso. Achei a analogia muito bem feita. Com a superficialidade midiática, a sociedade (uma generalização apenas, ok?) possui um pára-quedas defeituoso que deverir abrir, mas não consegue, ou melhor, geralmente não quer, tem "preguiça". Então, considerando agora esta frase de forma denotativa, imagina se o pára-quedas não abre? Que tragédia! Mas acho que considerando conotativamente, o problema é tão grave quanto.
A grande questão é que a sociedade não acha isto grave, preocupante. Mas os pára-quedas urgem de uma manutenção!
Achei que o assunto poderia ser abordado de forma interessante, por isso postei, mas sei que vocês, leitores, já estão cientes do que estou falando.
Para concluir, colocarei um trecho musical que merece reflexão:
"There we stand about to fly
Peeking down over land
Parachute behind
What was that moment for which we live?
Without a parachute about to dive
I find myself convincing
Blindly falling faster
How easy
Know the place I’m leaving
And the rest just is gone"
(Parachutes - Coldplay)

Abraço!

PS: Eu te amo!

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Bem, meu amigo leitor,
Eu espero que algum dia na sua vida você ame e seja amado, se sinta protegido e abraçado quando sente medo, tenha seus olhos abertos e seja guiado quando não souber qual caminho escolher, dê gargalhadas quando o que você mais quer é chorar. Aí, você se sentirá a pessoa mais sortuda do mundo.

Porque é desse jeito todo que eu me sinto.

Eu me pergunto como é engraçado esse sentimento, o amor. É engraçado como ele nos faz agir de formas tão distintas. É engraçado como ele muda. Muda seu mundo, seus pensamentos, te muda.

Como pode apenas uma coisa ter reflexo em tantas outras?

Quando falo que espero que algum dia você sinta tudo isso, não minto, pois, é a melhor coisa do mundo.

Sabe, amar alguém com todas suas forças e, literalmente, mergulhar nesse sentimento, torná-lo presente em cada fragmento de sua vida traz conseqüências inexplicáveis. Enxergar em todo momento seu amor, lembrar dele por qualquer coisa e emocionar-se, querer sem motivo ouvir sua voz. Só vivendo para entender o quão maravilhoso isso é.

Claro que doar-se e entregar-se a esse sentimento tem seu preço, que pode ser cobrado a qualquer momento e de formas as vezes inesperadas, o preço da perda.

Desde que começou a ler, você deve estar se perguntando o porquê de eu estar escrevendo tudo isso. Pois bem, eu tinha que aliviar de certa forma parte do que se passou em minha cabeça ao ver um filme.

Ps: Eu te amo me fez repensar sobre algo sério, que apesar de eu já ter refletido, e considerado sua importância, a própria vida, a rotina, e até convivência me fazer esquecer, não totalmente, mas temporariamente. Muitas vezes não damos valor ao que temos e perdemos tempo com coisas vazias, e por menor que esse tempo seja, é muito precioso. Não sabemos o que pode acontecer amanhã, então devemos viver da melhor forma que podemos e retribuir àqueles que nos fazem felizes.

Quase não parei de chorar durante a jornada de Gerry (Gerard Butler) em guiar sua viúva Holly (Hilary Swank) por um caminho de aprendizado e de vida nova. Ele sabia que sua morte estava próxima, mas queria continuar protegendo sua amada das mudanças, então escreveu cartas para ajudarem-na a conviver com a perda e saber o que fazer mesmo sem ele, como eu, você sente algo profundamente claro e forte, com certeza você se emocionará com essa história e se imaginará nessa situação.

“I'll love you to the end” (trecho de uma das músicas da trilha)

PS: Sempre.

Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos no Rio de Janeiro

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Torta de Abacaxi (sem o recheio de pepino)

INGREDIENTES:
- Massa
2 xícaras (chá) de açúcar
100g de margarina ou manteiga
4 ovos (claras separadas)
1 xícara (chá) de leite
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó Calda
- Calda
2 xícaras (chá) de açúcar
½ abacaxi cortado em fatias


--

MODO DE PREPARO:
Calda:
1 - derreta o açúcar em uma assadeira redonda (faça um caramelo).
2 - Retire do fogo.
3 - Corte o abacaxi em fatias e distribua sobre a calda.
4 - Reserve.
Massa:
1 - na vasilha da batedeira, coloque o açúcar, as gemas e a manteiga e misture.
2 - Junte o leite e a bata até obter um creme homogêneo, desligue.
3 - Adicione a farinha e bata novamente, desligue.
4 - Adicione as claras em neve e mexa para se agregar aos demais ingredientes.
5 - Adicione o fermento.
6 - Coloque a massa obtida na assadeira reservada.
7 - Leve ao forno pré-aquecido 180°c até dourar.
8 - Desenforme quente para não grudar.
9 - Dica: substitua o abacaxi por banana ou maçã.

--
Base:



Bases reais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_militar_no_Brasil_(1964-1985)
http://pt.wikipedia.org/wiki/1968
, 19:09

Solução Nuclear?

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Nosso planeta conta com, segundo o IBGE, quase 7 bilhões de pessoas, e esta estimativa só irá crescer, de acordo com as projeções populacionais. Com isso, nossa tecnologia também cresce, mas ainda precisamos de uma maior produção de alimentos, organização, oportunidades de emprego, água, segurança, entre outras coisas, e uns dos principais: Energia e Saúde.
Veja como exemplo, o Brasil. O país está crescendo bastante nos últimos tempos, economicamente. Apesar da revolução industrial já ter passado, ainda temos muitas indústrias aqui, e, com muitas sendo criadas, e outras se instalando aqui, precisamos de muita energia. Além do mais, a população está aumentando, mais residências, mais necessidade de energia. Cada dia que passa, usamos mais aparelhos elétricos e eletrônicos, com isso, mais eletricidade é fundamental para nossas vidas.
Ao mesmo tempo, com a população aumentando, muitas doenças hereditárias também aumentam, questão de lógica. Mesmo que as famílias tenham menos filhos hoje em dia, existem mais famílias, portanto, o risco continua grande. Além disso, convivendo todos os dias com esgoto rumando às águas de mares e rios, poluição, efeitos do cigarro – até para quem não fuma, bebidas, e outros desses fatores, o risco de doenças aumenta mais. E como podemos tratar os males causados por estes? Só o avanço da tecnologia medicinal pode resolver o problema.
Há algum tempo, uma solução para várias das necessidades populacionais vem sendo cada vez mais descoberta, e cada vez mais utilizada. Talvez ela também venha com intuitos maléficos, mas talvez ela venha com muito mais benignos. Ainda sim, essa solução deve ser pensada e cotada, refletida, pois oferece muito para o bem da humanidade, talvez muito mais do que para sua aniquilação. Essa solução é a Energia Nuclear.
Antes de tudo, devemos pensar que muitas coisas mudam com o passar do tempo, e, principalmente, se tratando de tecnologia, elas tendem a melhorar, se aperfeiçoar. Por isso, temos que refletir sobre um caso, que aconteceu há mais de vinte anos, e pensar se ele tem tantas chances de acontecer hoje quanto tinha em 1986. Ora, seria suicídio, hoje em dia, quando não sofremos mais com a tensão da Guerra Fria, utilizar algo que não fosse seguro. Sim, a usina Angra 1 foi construída em 1985, mas ainda sim, o modo de gerar é diferente. Algum exemplo? Enquanto na falecida URSS utilizavam uma substância semelhante ao grafite para resfriamento, aqui no Brasil, utiliza-se a água, algo muito mais estável e seguro. Antes que se pense, a água não tem qualquer contato com a radioatividade, e ela volta para natureza. Seja em forma de vapor, ou lançada de volta ao mar, com um aquecimento na temperatura da água que não deve ser considerado, como no caso de Angra 1. Além disso, hoje contamos com vários sistemas de isolamento e de segurança que, não pode ser interferido pelo homem, evitando assim, mais uma das possíveis causas do acidente no território que hoje é a Ucrânia. Como exemplo de segurança, podemos usar o acidente em Three Miles Island, no Estados Unidos. Um dos geradores chegou a derreter, mas ainda sim, não foi registrado nenhum nível de radioatividade lançado para fora do gerador. Hoje, os outros geradores da usina continuam em funcionamento.
Bom, alguns pensam: Por que temos que usar algo que gera tanta polêmica como a energia nuclear, se existem outras formas de gerar energia, renováveis, que não causam nenhuma polêmica? Bom, existem várias respostas. Para países pequenos, como o Japão e os europeus, a resposta é: Não há espaço para, por exemplo, abrir uma grande clareira, ou aproveitar um lugar para criar uma central eólica. Para países com grande espaço como o Brasil, EUA, China, a resposta é: A energia eólica é uma energia inconstante. Países em crescimento como Brasil e China, e potências como o Estados Unidos não podem depender de uma energia que não pode ser controlada. Mas é resposta para todos esses países: A energia solar é uma energia individual, e não pode ser acessível a todos. Como pretendemos instalar painéis solares nas comunidades de baixa renda que ficam em morros, por exemplo? E acima de tudo: A usina nuclear é a que melhor alia custo-benefício. Gera empregos sim, principalmente se formos contar os indiretos, como a extração de urânio. Além disso, daqui a alguns anos, podemos usar a fusão nuclear, que pode gerar muito mais energia com muito menos. Existe, claro, aquele velho argumento de que os países mais “ricos” despejam o “lixo” – e entre parênteses, porque fato é que, daqui a alguns anos, poderemos aproveitar o que é gerado pelas usinas de fissão, talvez até mesmo na fusão. Muitos cientistas de diversos países pesquisam hoje sobre o futuro uso dos rejeitos. Com isso, armazenamos hoje para ter abundância amanhã. – nos países mais “pobres”. O que não é verdade, pois países como Finlândia estão desenvolvendo reservatórios para os seus rejeitos[1]. E além de tudo, o combustível não é o problema; podemos dizer que a energia nuclear é praticamente uma energia renovável, pois, além de aproveitarmos o tório, podemos também “reciclar” parte do combustível que já existe[2].
Hoje, graças à energia nuclear, podemos salvar vidas do câncer. Desde câncer de pele, até de fígado, por causa da radioatividade, muitas – talvez até milhares, ou milhões – pessoas estão vivas. Fato é que o número de pessoas salvas pela medicina nuclear seja até maior do que o número de mortos em Chernobyl. Por que devemos abrir mão de algo que nos faz tão bem?
Por isso, a energia nuclear deve sim ser adotada, mas junto com outras formas de energia alternativas. Assim como a eólica deve ser complementar, a solar também deve ser usada com o mesmo propósito. Aqui no Brasil, podemos muito bem usar a maioria das fontes energéticas. Contudo, não devemos apostar apenas em energias que não podemos controlar. Sim, a energia nuclear pode ser usada para fazer o mal. Mas o que não pode? Energia nuclear traz riscos? Sim. Porém, viver traz riscos, andar na rua traz riscos, adquirir conhecimento traz riscos. Agora, por que não podemos adotar em nossas vidas algo que traz um risco tão pequeno?

Referências:
[1]
http://nuclear.com.sapo.pt/index_ficheiros/Page1834.htm
[2]http://nuclear.com.sapo.pt/index_ficheiros/Page805.htm
, 21:52

“Mim gosta ganhar dinheiro”

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(ATENÇÃO: Pode conter spoilers do filme “Batman: O cavaleiro das trevas”)

Esta semana, estava saindo com meus amigos e assisti ao blockbuster da atualidade “Batman: O cavaleiro das trevas” duas vezes. A primeira vez foi o suficiente para eu notar os aspectos mais superficiais da história como o sutil Lamborghini de Bruce Wayne. Porém, ao assisti-lo pela segunda vez, passei a ter uma outra visão e notei aspectos realmente interessantes do filme em questão.
O Coringa foi o personagem que mais atraiu a minha atenção (e não apenas pelos aspectos visuais que contagiaram os espectadores menos analíticos) pelo seu caráter de ser o vilão menos vilão que recordo em minha mente. Não que ele seja bonzinho, pelo contrário, seria sadismo da minha parte considerá-lo símbolo do bem, mas os objetivos do Coringa são tão inteligentes que me surpreendo com este personagem. Podemos notar que ele é um “anticristo” do capitalismo, pois é um dos únicos (pois não tenho certeza de que seja o único) vilões que não busca domínio, dinheiro, ou seja, não possui a qualidade primordial para ser um vilão da atualidade. É só analisar as superproduções mais recentes, os vilões são aqueles que lavam dinheiro, assassinam por poder, fomentam ou mesmo controlam o tráfico de entorpecentes, ou seja, são os vilões do neoliberalismo, que buscam liberdade para ficarem cada vez mais ricos e poderosos, que pode ser considerado o ápice do status nos dias de hoje. Pois bem, a cena da queima do dinheiro deveria ser considerada emblemática, pois é a consagração da rivalidade entre superficialidade (riqueza e poder) e esperteza intelectual. Ao dizer que é um vilão modesto que só usa coisas mais baratas, pois seu foco principal é ensinar lições, o Coringa nos mostra que, por mais que seja de forma macabra e mortal, ele não mata pelo prazer de matar, e sim pelo impacto mental que aquilo irá causar... Ele apenas usa o dinheiro para comprar o número necessário de armas de ataque, mas não tem uma vida luxuosa como, por exemplo, a dos mafiosos italianos. Não estou defendendo de modo algum os atos de violência do Coringa, e sim a sua idéia sobre consumo e sociedade... O que soa interessante é o fato de o Batman ser um símbolo nos EUA, ou seja, é a consagração do poder capitalista desta potência. E o Coringa, considerado vilão, tem uma idéia de desdém pelas riquezas exorbitantes desejadas pela maioria dos entes da atualidade e, consagrada, pela burguesia elitizada, ou seja, não bastasse ser apenas oposto ao Batman, também é oposto aos EUA, que mostram exatamente aquilo que consideram uma ideologia da “vilania”, pois é algo completamente oposto aos interesses deste sistema político (que virou social, econômico, ou seja, passou a dominar a realidade).
Harvey Dent também soou muito interessante a meu ver... Ele até mesmo ilustra parte do que meu pseudônimo significa:
Mahatma Naiads...
Mahatma > Gandhi, símbolo da luta não-violenta, consagração do pacifismo.
Naiads > As náiades, deusas gregas sedentas por vingança, uma consagração da agressividade.
Estes dois nomes mostram o que está acontecendo com a sociedade atual, que fica dividida entre atos de paz e guerra, uma sociedade não sabe em que face da moeda se encaixaria. Assim é Harvey Dent, o famoso Duas - Caras, que inicialmente possui apenas a face do bem (que pode ser vista em sua moeda que possui duas faces idênticas), é o típico herói bom moço dos filmes que movido pela “hybris”, pela raiva, pela angústia, pela agressividade, passa a ser um ente do mal. A queimadura consagra visualmente o lado mau do personagem, que pode ser visto também na moeda que passa a ter uma das faces queimada. Quando já está dominado pelo caráter vilão, o ato de Harvey/Duas Caras de jogar a moeda para definir se uma pessoa viverá ou não pela sorte mostra que ele está ciente de que ainda existe o bom moço inicial, porém, o acaso irá julgar se você será tratado bem pelo promotor bonzinho, ou pelo traumatizado e maléfico vilão final. Isto mostra que depressão (que foi causada pela perda de Rachel Dawes) pode gerar sentimentos perigosos e dolorosos. Aqui gostaria de homenagear o ator Heath Ledger que se demonstrou incrivelmente talentoso como o Coringa e que, encontrou a perdição no mesmo mal que dominou Harvey, a depressão. O desejo de vingança transformou um coração puro em algo duro, feito pedra, que apresenta uma frivolidade atemorizante. Engraçado é que não consigo apagar a imagem de Aaron Eckhart (ator que dá vida ao Harvey Dent) como protagonista do filme de argumentação “Obrigado por fumar”, mas tudo bem... Este filme pode ficar para um próximo post...
Outra idéia apresentada no filme que pode ser muito interessante: um herói corre o risco de viver o suficiente para ver a si próprio tornando-se um vilão. Mostra que a vida apresenta situações de risco que podem fazer até o mais bonzinho tornar-se alguém do mal. Às vezes é algo instintivo, que não conseguimos controlar. Batman tenta parar antes de tornar-se um vilão, assim como aconteceu com Harvey, mas sabe que isto pode não ser controlado, ou seja, sem perceber, o herói poderia converter-se a vilão... Iniciando uma carreira que antes ele próprio lutava para combater...
Ao ler o meu post, o leitor pode perceber que nem sempre o protagonista funciona como epicentro de um filme. Análises muito mais ricas podem ser feitas sobre os vilões do que sobre o próprio herói mascarado...
Como é de praxe, termino o texto com alguma alusão, neste caso, com uma música da banda Ultraje a Rigor que foi cantada pelo apresentador Marcos Mion no programa Quinta Categoria da Mtv que abordava o tema “suborno”. Relacionando ao oposto ideológico de Coringa e mostrando o desejo da sociedade por dinheiro e aspectos superficiais, passo a vez, agora, ao cantor Roger:

“Mim quer tocar... Mim gosta ganhar dinheiro... Dinheiro!
Me want to play... Me love to get the money... The money!
Mim é brasileiro… Mim gosta banana… Banana!
Mas mim também quer votar... Mim quer ser bacana... Bacana!”

Um abraço!

Mahatma Naiads (ou Harvey Duas - Caras, não sei o que representa esta antítese de forma melhor)

O sistema de discrimin...digo, cotas!

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Após escrever um post sobre nacionalismo, achei que não havia nada mais adequado do que expor minhas visões sobre um assunto nacional tão polêmico e, simultaneamente, oportuno, considerando o fato de sermos estudantes e, inevitavelmente, termos um vestibular a ser prestado em pouco tempo: o sistema de cotas.

Esse sistema garante a concessão de determinado número de vagas para que as pessoas excluídas socialmente, que não conseguem competir com os outros estudantes que estão prestando concurso, possam ter chances de melhorar de vida. São cotas relacionadas à raça e ao tipo de escola de origem (se é pública ou privada). No ato de inscrição em concursos públicos, após uma comprovação, o estudante que for afro-descendente e/ou vindo de escola pública entrará em um grupo que competirá por uma vaga dentre as reservadas exclusivamente para estes estudantes cotistas competirem entre si, não competindo assim com as pessoas de outras etnias e etc...

Agora que você, leitor, está mais familiarizado com esse sistema, revelarei o apelido do mesmo: discriminação.

Tratar esses jovens de maneira diferente é tratá-los como excluídos. E não apenas isso, é também chamá-los de incapazes, inferiores, ou seja, pessoas que não conseguiriam ser algo na vida por conta própria, apenas com a ajuda do governo. Porém, isso reflete em outra questão importante. Com isso o governo acaba admitindo que seu ensino público é realmente falho e não possui qualidade (paro aqui para ressaltar que público também é uma generalização pois temos escolas que se excluem desta situação usual). Um minuto! Vamos revisar esta idéia mais cuidadosamente... Isso mesmo leitor, significa que estão olhando para a nossa cara e dizendo: - Olha, eu estou ciente de não estar provendo uma educação qualificada e sabe o que eu penso sobre isso? Nada! Porque eu não estou nem aí!

Ao invés de tentar “mimar” países alheios, fraudar operações e etc, porque não investimos na educação?

Não! Pra que? É só criar o sistema de cotas que os alunos de escolas desqualificadas conseguem ingressar numa faculdade e no mercado de trabalho. (Gostaria de deixar claro que estou ciente do fato de que não são todos os cotistas que são desqualificados, ok?)

Conseqüência a longo (mas não pense no tempo geográfico, é um longo bem curto) prazo, as universidades públicas perderão a qualidade pois receberão estudantes mal-preparados. Isso acarretará em um número vasto de maus profissionais e, quem sabe o que mais acontecerá?

Agora, outra questão, a cota para afro-descendentes... Acho que esta representa a discriminação de maneira emblemática, mas há muito mais por trás disso. Por mais que seja discriminação, tenho minhas dúvidas em relação à validade da existência deste tipo de cota ou não porque, veja bem, em épocas coloniais, os negros eram tidos pura e simplesmente como escravos. Da África, vinha apenas mão-de-obra e esta triste realidade deixou chagas muito grandes nos corações dos descendentes destas almas sofredoras. A Abolição da Escravatura, ou melhor, a Lei Áurea foi o símbolo de uma ideologia que ficou no papel, mas não foi posta em prática. Escravidão não era apenas prender grilhões nos pulsos dos trabalhadores...Também era escravidão prover uma vida indigna, tratá-las como animais, sem comida decente, sem moradia decente, sem uma vida minimamente interessante de ser vivida. E isso não lembra algo dos dias de hoje? Lembra sim, a triste realidade das favelas, onde miséria e condições médico-sanitárias precárias ilustram o dia-a-dia de milhares de cidadãos que são completamente discriminados por sua etnia e classe social. E o mais triste, por um sentimento racista nascido em pleno colonialismo e presente até os dias de hoje que faz com que os afro-descendentes sejam privados de inúmeros elementos da vida, vivemos em uma absurda exclusão que ilustra o cenário social de nosso país.

Nesse aspecto, eu concordo com as cotas, porque são o único modo de incluir essas pessoas que são marginalizadas pelo sistema. Porém, não é certo discriminá-las, porque dizer que há cotas para negros é dizer que eles são menos capacitados do que as pessoas de outras etnias, o que não faz o mínimo sentido cientificamente. Mentes brilhantes são afro-descendentes e brilham por suas habilidades: Condoleezza Rice, Nelson Mandela, Malcolm X, Martin Luther King, etc...

Simbolicamente, se uma pessoa tem direito a uma cota, qualquer que seja o modo de conseguí-la, ela está sendo chamada de incapacitada. Eu, pessoalmente, detestaria me submeter a tal tipo de inferiorização.

O que me choca muito é ver que muitas pessoas que possuem o pai do pai do pai do pai negro tentam conseguir cota por causa disso. Não entendo... A sociedade: sempre tentando ser esperta... Mas tudo bem...

Agora, gostaria de concluir meu texto falando sobre um caso real de pessoa que veio de escola pública e passou em concurso público competindo com muitos estudantes de escolas privadas sem precisar de cotas: eu. Por isso penso que todos têm as mesmas condições de ingressarem em uma boa escola e terem um bom futuro. É necessária uma dose de perseverança e determinação, que combinados, rendem frutos muito bons. Ao invés de procurarmos facilidades, comodidades, devemos procurar desafios que nos façam adquirir mais experiência de vida. Vale a pena!

Concluo o meu texto com o seguinte trecho musical:

(...)We are the champions, my friends!

And we will keep on fighting, till the end (...)“

We Are The Champions - Queen


Um abraço!

Mahatma Naiads

Nacionalismo às avessas

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Ao preencher um formulário (do mesmo modelo daqueles que servem para requerer Carteira de Identidade, CPF, Passaporte, etc.) tive um dilema moral ao ter que preencher a lacuna Nacionalidade. Bom, no meu RG está escrito que sou brasileira, no meu passaporte também, mas, afinal, ser brasileiro é ter pura e simplesmente nascido no Brasil?
O que é ser brasileiro?
Antes do advento do colonialismo, não havia brasileiros neste território em que vivemos porque o lugar denominado Brasil ainda não existia. Porém, com a vinda dos portugueses ao Brasil, os filhos destes nasciam aqui, e passavam a ser chamados de brasileiros. Sim, alguns entes da nobreza da época eram brasileiros ao mesmo tempo que alguns escravos indígenas eram brasileiros, ou seja, todos que nasciam aqui eram considerados brasileiros. Incrível, não é!? Então, um brasileiro tinha a coragem de escravizar, massacrar outro brasileiro. Um descendente português não tinha o mínimo pudor para matar um nativo.... Portanto, o nacionalismo aqui não era algo digno de orgulho... Não havia uma identidade nacional já que brasileiros podiam ser pessoas tão diferentes. Se os portugueses admitissem que índios, camponeses, nobres e burgueses eram todos brasileiros, teriam que dar direitos iguais a todos eles. Seria o fim da escravidão, da exploração, para a tristeza da Corôa .
Agora, também tenho minhas dúvidas quanto a outra idéia: se boa parte de nossa cultura só existe graças à colonização portuguesa, poderíamos dizer que somos culturalmente portugueses? Será que se eu fosse considerar os colonizadores de meu país, poderia considerar a minha identidade portuguesa?
Portanto, defini minha nacionalidade de dois modos distintos:
A partir de meu local de nascimento
A partir de minha origem cultural
Então, como defino minha nacionalidade? Será que ela é única?
Hoje, quando ocorre um jogo futebolístico (saudações ao Nilton Saldanha!) como a final da Libertadores entre Fluminense e LDU, os brasileiros (digo aqui de todos os times: Botafogo, Flamengo, Vasco da Gama, etc...) unem-se para torcer para o Fluminense... Aí, eu pergunto: Por que? "Ah, porque temos que torcer pelo Brasil!!!!"
Então, é explicito, todos querem mostrar... eu sou brasileiro!!!!
Fim de jogo, vitória da LDU.... Poxa, ainda bem que eu não sou Fluminense...
Ué! Mas você não estava torcendo pelo “Brasil”? Então você perdeu, camarada!
Agora, não é mais brasileiro?
É aí que está o grande X da questão:
Somos brasileiros por conveniência.
- Brasil: pentacampeão em Copas do Mundo – Sou brasileiro!
- Brasil: país subdesenvolvido – Não sou brasileiro!
- Brasil: melhor seleção de Volleyball no Mundo – Sou brasileiro!
- Brasil: país de terceiro mundo – Não sou brasileiro!
- Brasil: um país de analfabetos – Não sou brasileiro!
- Brasil: um país de criminalidade – Não sou brasileiro!
- Brasil: um país de corrupção – Não sou brasileiro!
Aí vem o desespero pois temos muito mais motivos para não sermos brasileiros do que para nos orgulharmos de nosso país.... Portanto ao assinalar a nacionalidade brasileira em um documento podemos entrar em conflito com nossa própria ideologia. Se eu não me considero brasileiro, porque tenho que escrever que o sou? Ser brasileiro é muito mais do que nascer nessas fronteiras, é se orgulhar dos prós e contras, das belezas e contradições de nosso país. Mas, principalmente, é saber valorizar o que as outras nações nos trazem sem perder nosso caráter nacional. Isso nos leva a seguinte manifestação...
Gostaria de manifestar a minha reprovação em relação à uma idéia defendida por inúmeros nacionalistas de plantão: ser brasileiro é viver nacionalmente, ou seja, não sucumbir às tendências globais.
É impossível, a mídia não deixa isso acontecer, e não é necessário valorizar somente sua própria nação. Podemos conhecer culturas alheias à nossa, aproveitando inúmeros elementos, mas obviamente valorizando também elementos de nossa própria cultura. Desenvolver um nacionalismo xenófobo não é saudável pois pode induzir a uma alienação já que a globalização faz parte de nossas vidas.
Tudo tem seus prós e contras, assim como o Brasil. Portanto, devemos orgulharmo-nos de nosso país mesmo que além dos prós ele apresente, pelo perdão da palavra chula, muito “podres”.
Porém, o meu foco aqui é o nacionalismo...
Percebo então que não é possível definir o pais em que vivo pois é apenas uma nomenclatura relacionada ao território em que nasci. Portanto, culturalmente, se me perguntarem minha nacionalidade direi sem exitar “Sou uma cidadã do Mundo...”pois nasci em meio às mais variadas culturas....
E você? Qual é a sua nacionalidade?
“Brava gente brasileira, Longe vá temor servil; Ou ficar a pátria livre, Ou morrer pelo Brasil” – Trecho do Hino da Independência do Brasil (Evaristo da Veiga)
“Cabra gente brasileira, Descendente de macaco, Que trocou a Cruz de Cristo pelos ramos de tabaco.” – Paródia feita pelos portugueses sobre a identidade dos brasileiros na época colonial. Só eles não vêm que os filhos deles que nascem no Brasil são brasileiros. Portanto, quem eles acham que estão criticando?
Um abraço!
Mahatma Naiads

Uma Ferradura para os Chineses

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Atenção para os leitores: Este texto foi escritos às pressas, portanto foi mal-escrito, não foi revisado e muito menos corrigido. Peço sinceras desculpas aos leitores por isso, algo que não se repetirá nas próximas postagens. Obrigado.
.
Faltando menos de um mês para o começo das Olimpíadas de Pequim, o mundo está parando. Como sempre, a expectativa para o início dos jogos é muito grande, principalmente para aqueles que irão presenciar esse grandioso evento do esporte mundial. Polêmicas, correrias, obras atrasadas e falta de verbas estão presentes na maioria desses eventos, não se pode negar. Contudo, dessa vez, o grande problema não é algum estádio que não irá ser construído antes do início dos Jogos, mas sim conflitos internacionais e a sorte de uma República que não está merecendo ser reconhecida assim.

Com certeza alguns estão se perguntando se eu estou mesmo chamando um Estado que contou com um terremoto que matou mais de 80 mil pessoas de sortudo. Claro que o escritor desta publicação não é nenhuma pessoa sem coração, o acidente natural foi realmente terrível. A questão é que apesar de tudo, a China saiu ganhando com todo esse episódio.

Por quê? Não é difícil entender. Antes de tudo, devo fazer uma pergunta aos caros leitores: O quê se falava sobre a China uma semana antes do terremoto?
Bom, todas as pessoas informadas conseguirão me responder. A ocupação Chinesa no Tibet, que já é fato há 40 anos, explodiu ultimamente na mídia graças aos Jogos Olímpicos e à rivalidade da República com os Norte-Americanos. O Estado era fortemente pressionado pela ONU, países e pela imprensa por dominar o país e exilar seu grande líder, o Dalai Lama. E isso já estava causando problemas, não fosse um grande golpe de sorte, coincidência ou não.

Já estão assimilando os fatos?

O que estava talvez mais perto de significar a liberdade cultural, política e social dos tibetanos foi por água abaixo com a ajuda da natureza. Depois do dia 12 de Maio, o foco mudou. A China, que era o grande vilão da história, se tornou a vítima, graças à um golpe da Natureza. Talvez seja uma forma da filha dos elementos se vingar de nós, humanos, que fizemos tanto mal à ela, ou talvez seja uma coincidência que mudou uma grande parte do rumo de toda a história humana.

O que não pode acontecer é ficarmos calados perante este acidente, que fez talvez mais bem do que mal para os governantes do Estado. Precisamos voltar a protestar pela liberdade de povos, pela liberdade do Tibet.

Até a próxima postagem,
g.winme

--
Saiba mais sobre o conflito China-Tibet:
http://www.10emtudo.com.br/imprimir_artigo.asp?CodigoArtigo=65
, 20:46