Solução Nuclear?

3 Comentários »
Nosso planeta conta com, segundo o IBGE, quase 7 bilhões de pessoas, e esta estimativa só irá crescer, de acordo com as projeções populacionais. Com isso, nossa tecnologia também cresce, mas ainda precisamos de uma maior produção de alimentos, organização, oportunidades de emprego, água, segurança, entre outras coisas, e uns dos principais: Energia e Saúde.
Veja como exemplo, o Brasil. O país está crescendo bastante nos últimos tempos, economicamente. Apesar da revolução industrial já ter passado, ainda temos muitas indústrias aqui, e, com muitas sendo criadas, e outras se instalando aqui, precisamos de muita energia. Além do mais, a população está aumentando, mais residências, mais necessidade de energia. Cada dia que passa, usamos mais aparelhos elétricos e eletrônicos, com isso, mais eletricidade é fundamental para nossas vidas.
Ao mesmo tempo, com a população aumentando, muitas doenças hereditárias também aumentam, questão de lógica. Mesmo que as famílias tenham menos filhos hoje em dia, existem mais famílias, portanto, o risco continua grande. Além disso, convivendo todos os dias com esgoto rumando às águas de mares e rios, poluição, efeitos do cigarro – até para quem não fuma, bebidas, e outros desses fatores, o risco de doenças aumenta mais. E como podemos tratar os males causados por estes? Só o avanço da tecnologia medicinal pode resolver o problema.
Há algum tempo, uma solução para várias das necessidades populacionais vem sendo cada vez mais descoberta, e cada vez mais utilizada. Talvez ela também venha com intuitos maléficos, mas talvez ela venha com muito mais benignos. Ainda sim, essa solução deve ser pensada e cotada, refletida, pois oferece muito para o bem da humanidade, talvez muito mais do que para sua aniquilação. Essa solução é a Energia Nuclear.
Antes de tudo, devemos pensar que muitas coisas mudam com o passar do tempo, e, principalmente, se tratando de tecnologia, elas tendem a melhorar, se aperfeiçoar. Por isso, temos que refletir sobre um caso, que aconteceu há mais de vinte anos, e pensar se ele tem tantas chances de acontecer hoje quanto tinha em 1986. Ora, seria suicídio, hoje em dia, quando não sofremos mais com a tensão da Guerra Fria, utilizar algo que não fosse seguro. Sim, a usina Angra 1 foi construída em 1985, mas ainda sim, o modo de gerar é diferente. Algum exemplo? Enquanto na falecida URSS utilizavam uma substância semelhante ao grafite para resfriamento, aqui no Brasil, utiliza-se a água, algo muito mais estável e seguro. Antes que se pense, a água não tem qualquer contato com a radioatividade, e ela volta para natureza. Seja em forma de vapor, ou lançada de volta ao mar, com um aquecimento na temperatura da água que não deve ser considerado, como no caso de Angra 1. Além disso, hoje contamos com vários sistemas de isolamento e de segurança que, não pode ser interferido pelo homem, evitando assim, mais uma das possíveis causas do acidente no território que hoje é a Ucrânia. Como exemplo de segurança, podemos usar o acidente em Three Miles Island, no Estados Unidos. Um dos geradores chegou a derreter, mas ainda sim, não foi registrado nenhum nível de radioatividade lançado para fora do gerador. Hoje, os outros geradores da usina continuam em funcionamento.
Bom, alguns pensam: Por que temos que usar algo que gera tanta polêmica como a energia nuclear, se existem outras formas de gerar energia, renováveis, que não causam nenhuma polêmica? Bom, existem várias respostas. Para países pequenos, como o Japão e os europeus, a resposta é: Não há espaço para, por exemplo, abrir uma grande clareira, ou aproveitar um lugar para criar uma central eólica. Para países com grande espaço como o Brasil, EUA, China, a resposta é: A energia eólica é uma energia inconstante. Países em crescimento como Brasil e China, e potências como o Estados Unidos não podem depender de uma energia que não pode ser controlada. Mas é resposta para todos esses países: A energia solar é uma energia individual, e não pode ser acessível a todos. Como pretendemos instalar painéis solares nas comunidades de baixa renda que ficam em morros, por exemplo? E acima de tudo: A usina nuclear é a que melhor alia custo-benefício. Gera empregos sim, principalmente se formos contar os indiretos, como a extração de urânio. Além disso, daqui a alguns anos, podemos usar a fusão nuclear, que pode gerar muito mais energia com muito menos. Existe, claro, aquele velho argumento de que os países mais “ricos” despejam o “lixo” – e entre parênteses, porque fato é que, daqui a alguns anos, poderemos aproveitar o que é gerado pelas usinas de fissão, talvez até mesmo na fusão. Muitos cientistas de diversos países pesquisam hoje sobre o futuro uso dos rejeitos. Com isso, armazenamos hoje para ter abundância amanhã. – nos países mais “pobres”. O que não é verdade, pois países como Finlândia estão desenvolvendo reservatórios para os seus rejeitos[1]. E além de tudo, o combustível não é o problema; podemos dizer que a energia nuclear é praticamente uma energia renovável, pois, além de aproveitarmos o tório, podemos também “reciclar” parte do combustível que já existe[2].
Hoje, graças à energia nuclear, podemos salvar vidas do câncer. Desde câncer de pele, até de fígado, por causa da radioatividade, muitas – talvez até milhares, ou milhões – pessoas estão vivas. Fato é que o número de pessoas salvas pela medicina nuclear seja até maior do que o número de mortos em Chernobyl. Por que devemos abrir mão de algo que nos faz tão bem?
Por isso, a energia nuclear deve sim ser adotada, mas junto com outras formas de energia alternativas. Assim como a eólica deve ser complementar, a solar também deve ser usada com o mesmo propósito. Aqui no Brasil, podemos muito bem usar a maioria das fontes energéticas. Contudo, não devemos apostar apenas em energias que não podemos controlar. Sim, a energia nuclear pode ser usada para fazer o mal. Mas o que não pode? Energia nuclear traz riscos? Sim. Porém, viver traz riscos, andar na rua traz riscos, adquirir conhecimento traz riscos. Agora, por que não podemos adotar em nossas vidas algo que traz um risco tão pequeno?

Referências:
[1]
http://nuclear.com.sapo.pt/index_ficheiros/Page1834.htm
[2]http://nuclear.com.sapo.pt/index_ficheiros/Page805.htm
, 21:52

3 Responses to "Solução Nuclear?"

Mahzinha Says :
8 de agosto de 2008 12:17 Este comentário foi removido pelo autor.
Mahzinha Says :
8 de agosto de 2008 12:20

As pessoas que não concordam provavelmente só olharam o lado ruim, e não perceberam que quase udo -se não for tudo - que nos beneficia atualmente causou maus também. Voltando às nossas origens: o fogo, ajudou-nos a aquecer, preparar comidas entre outros... Mas e os milhares incêndios? Na Alemanha (época do aparthaid), EStados Unidos (um pouco recente), Brasil (na Amazônia digamos que... direto[?]). Não existe a perfeição, no final tudo é uma faca de dois gumes, e se a sociedade quer continuar a viver ela terá que tanto gozar do lado bom quando sofrer o lado ruim.

L. Hobbit Says :
10 de agosto de 2008 21:20

Legal, G. Você abordou todos os aspectos de um tema tão polêmico e sem mostrar a sua opnião sobre o assunto.

Bem, acredito que para o ser humano qualquer coisa que tenha o mínimo de risco já é visto com receio pois ele é um ser desconfiado e medroso, e às vezes esse medo é sustentado sem pensar nos benefícios.

Vem por aí uma monografia sobre o assunto? ;D

Abraços, L.

Postar um comentário