Razão - Post I

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Ao leitor:
Este livro não é um livro qualquer. Os maiores conhecedores do mundo virtual saberão do que falarei a seguir: O Poder da Razão é como se fosse um jogo de riddles, ou seja, enigmas. O nome de cada capítulo dá uma dica da mensagem subliminar que está por trás da estória ali apresentada. Ao amadurecer seus pensamentos, entenderá mais do que a simples história de Aquiles.


Capítulo I - Aliens
- Não, não estas sonhando, Aquiles! Tu estas numa redoma de vidro! Sou teu mestre, teu pai, teu amigo mais fraterno, daqui de fora, sou aquele que controla a água que tu bebes, o alimento que tu comes, tudo o que vês e aprendes. Meu querido ser, me chamo Media e sou rei de todas as maravilhas que tentas observar dentro de sua pequena gaiola incômoda. Lanço um desafio que te libertarás de tal situação. Mas, se não fores bem-sucedido em sua tentativa, serás punido por meus fiéis escudeiros: os mercenários de Cidade Morta. Topas o desafio ou preferes tua situação atual?
- Não apenas topo o desafio como garanto que serei digno de liberdade. Farei o possível e o impossível para sair deste reino de trevas, onde me sinto reprimido por um rei como o senhor, meu reino, em contrapartida dos altos muros que cercam esta terra perdida, é livre e belo.
- Se eu fosse tu, não cantaria vitória adiantadamente. Meus desafios são complexos demais e poucos são aqueles que resistem a tal dilaceração do pensamento. Continuas em concordância com sua aceitação anterior?
- Sou homem de palavra. Espero que também sejas digno de minha confiança.
- Prometo cumprir o que foi combinado, mas não estou aberto a nenhum outro tipo de requisição posterior... Comecemos então amanhã pela manhã! Agora à noite, dar-te-ei uma distração imensamente agradável: assistiras aos confinados como você, mas em situação melhor sem dúvidas. Assim, conheceras um pouco o prisioneiro de que és próximo. Sem mais delongas retiro-me. Amanhã, traçarei as regras do desafio. Sugiro que tu as sigas para seu próprio bem.
- Obrigado pelo conselho, meu “mestre”! Não há palavras mais admiráveis que estas que soam tão boas e... falsas! Mas concordo, sem delongas, vou assistir a meus companheiros porque não faz nenhum mal a mim. Boa noite!
- Buscas verdade? É o que terás! Que tua noite seja dilacerante!
Ao dizer estas últimas palavras, Media se retirou, com a mesma superioridade que sempre aparentava. Aquiles permaneceu ocioso por longo tempo, até que um dos prisioneiros trouxe a tortura do dia: o vídeo dos outros prisioneiros. A noite acabara de começar, mas seria bem longa pelo visto.
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Sabe quando você está passando por uma overdose de criatividade e almeja canalizar aquilo em algo útil? Pois é, estava assim durante minhas férias passadas, e pensei em escrever um livro. Mas, para variar, acabei desistindo depois de apenas alguns capítulos. No entanto, gostaria de dividir esta minha idéia com vocês, leitores, que estão saudosos dos textos de Mahatma Naiads. Postarei a história em partes, capítulo por capítulo. Esta história apresenta uma continuidade, que exige a leitura do capítulo anterior para a compreensão do próximo... Ao final, irei propor uma surpresa e um desafio aos meus leitores mas, para saber do que se trata, só lendo os textos que irei postar a partir da semana que vem...

Para refletir, deixo o seguinte pensamento que tive recentemente:
"Será que aquele que aceita a realidade sem questioná-la é alienado? Porque se o conhecimento não é possível, aquele que não o procura, não pode ser alienado, já que se priva de algo que filosoficamente não está comprovado. No entanto, aquele que não questiona não tem dúvidas, pressuposto número um do pensamento cartesiano."

Um grande abraço!

M.N.

Mais uma dúvida

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Com certeza você já escutou alguém dizer: não importa o que acontecer, seja o que houver, seja você. As pessoas vão gostar de você, assim, do seu jeito.

Mas e quando ser você implica em várias questões que entram em conflito dentro de você e que podem não serem aceitas pelos outros?

Ninguém muda por ninguém.

Dependendo dos tais conflitos talvez você tenha que mudar mesmo, mas por você, para te fazer bem e com o seu bem-estar conquistar as pessoas ao seu redor.

Mas e quando depois que você está bem consigo mesmo, mas ainda existem características peculiares em sua personalidade que não são atrativas aos outros? Como saber se é necessário mudar para agradar a maioria ou se deve-se esperar que a minoria se manifeste em seu favor?
E se ela nunca se manifestar?

Será que sua tal característica própria de você é tão refinada para ser apreciada por um paladar igualmente refinado? Ou será que tal característica é tão desprezível que não merece atenção?

Eu concordo com as pessoas do início em parte. Na dúvida continuo sendo eu, mas tendo consciência dos meus defeitos e tentando conserta-los, se tais características forem contra o progresso, quem sabe aspectos psicológicos também não seguem a teoria evolucionista de Darwin, assim, em um plano comparativo, e com o passar das gerações (no caso digamos com o tempo, e com a maturidade) elas sejam eliminadas por se mostrarem inúteis. E se não o forem, se mostraram úteis e fatos decorrerão em favor da teoria.

Claro que não vamos tentar fazer com que o psicológico e muito menos o social e suas relações sejam enquadrados em modelos restritos e muito menos mudar, de certa forma, o estudado para se encaixar no estudo.

Contradições, conflitos, dúvidas, incertezas podem nos matar, mas qual seria a graça da vida sem elas?

Afinal, são as perguntas que movem o mundo, e não as respostas.

E também, não podemos simplesmente ignorar as pessoas ao nosso redor, ligar a tal tecla e vivermos do modo que preferimos, mesmo que se goste da solidão, no fundo não é o que se busca. Apesar de tudo, somos humanos, e como tais precisamos do convívio social, da mesma forma que precisamos de água.

No fundo, mesmo quando dizemos que não, todos nos importamos com os outros ao nosso redor, talvez em escalas diferentes.

Saudações,
L. Hobbit

Obs: E se eu for neurótica, e daí? xD
20:34

É confiando que se confia.

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Olá.

Tudo bom?

...

Você leitor e internauta claro que já começou a conversar com alguém dessa maneira, ou então respondeu à pergunta.

Mas quantas vezes você foi realmente sincero?

Aposto que algum desses dias que você se dignou a fazer uso das ferramentas cibernéticas de bate-papo você não estava bem, poderia estar triste ou chateado, mas a resposta provavelmente foi tão instantânea quanto o programa que estava utilizando.

Tudo bem e com você?

Algumas vezes dando essa resposta pronta, eu penso: 'o que estou dizendo? Não está tudo bem!'

E se a pessoa com quem estou conversando é alguém com quem eu possa conversar, desabafar, eu corrijo: 'Pensando bem, não está não' e explico o ocorrido.

Eu acho engraçadas essas reações automáticas que temos.

Quantas vezes me ofereceram coisas que eu imediatamente recusei, pelo costume da educação, e fiquei remoendo a vontade de aceitar, mas não querendo voltar atrás.

Não sei se essas coisas acontecem simplesmente pelo hábito, ou se de alguma maneira nosso cérebro, munido do nosso instinto de autopreservação, cria maneiras de fazer com que pareçamos menos frágeis do que realmente somos.

Existem muitas pessoas que fazem isso consigo mesmas. Não como uma forma de criar uma mascara ou usar da falsidade, mas com o intuito de se preservarem, não se sentirem ameaçadas de alguma maneira, seja fisicamente, emocionalmente ou culturalmente.

Acredito que nos tempos de hoje essa tentativa de se guardar anda aumentando, afinal com tantas pessoas juntas e com tantas coisas que vemos por ai, nunca se sabe o que pode acontecer, não se sabe para que lado olhar, onde esperar o perigo.

Criamos, assim, um bloqueio com as pessoas. O que nos prejudica, porque muitas vezes fizemos isso não apenas com os desconhecidos, mas às vezes até com pessoas próximas. Acho que isso acontece por medo de nos machucarmos ainda mais, pois quanto maior a proximidade maior a dor da decepção e dos erros.

Mas ao mesmo tempo eu penso que estamos criando barreiras demais. Estamos nos resguardando demais. Não falamos muito bem como nos sentimos, as cosias que acontecem. E isso tudo vai aumentando dentro de nós, e nos destruindo por lá. Temos medo de conhecer novas pessoas, e ir para locais diferentes 'estranhos' para nós. Hoje em dia, nos nossos prédios poucas pessoas costumam conversar com seus vizinhos, fazer amizade, falar mais do que bom dia, quando se fala.

Estamos nos escondendo dentro de nós mesmos, e às vezes nem sabemos o que podemos encontrar.

Confiança é uma das bases de tudo, claro que não devemos ser tolos, mas deve-se dar crédito para pessoas que tenham demonstrado receptivas. Ou quem sabe fazer com que certas pessoas se tornem assim.

Nós humanos todo-poderosos não estamos apenas destruindo as coisas ao nosso redor, mas estamos nos destruindo. Quantas coisas horríveis você vê por ai? É tanta falta de paciência, de confiança, de carinho e principalmente de amor.

As coisas seriam melhores se nós déssemos uma chance para nós mesmos.

Saudações,

L. Hobbit

13:14
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All we need is love.
22:02

Estereótipos midiásticos

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Um dos estereótipos do brasileiro, como todos sabemos, é o fato de estarmos sempre nos esquecendo. Vivemos criticando nossa memória, que não costuma nos ajudar a lembrar de coisas importantes e preocupantes. Se isso é uma característica única do brasileiro, não sei, mas, com certeza, essa não é uma das coisas pelas quais podemos nos orgulhar - e existem outras, sim, que podemos, embora muitas vezes não achemos, ou não nos lembremos delas.

Mas por que esquecemos tão rápido, coisas que há pouco tempo despertavam emoções tão fortes como raiva e indignação? Como que uma sensação tão nobre como a vontade de fazer algo, de mudar, que muitas vezes surge diante de certas situações, pode ser descartada por fatores, entre os quais, o esquecimento?

Essas perguntas são tão complexas quanto importantes, e não cabe a mim respondê-las, até porque desconheço suas respostas. Eu queria, porém, mostrar, não a causa, mas um aspecto de grande contribuição no nosso esquecimento: a mídia.

Os meios de informação, na tentativa de obterem seu sustento e sua autopreservação, estão sempre buscando novas informações que despertem interesse por nós, os receptores dessas informações. Utilizam-nas muitas vezes de forma exaustiva, saturando-nos com tudo que podem tirar da notícia, tiram até o que não tem para ser tirado, e quando já não existem mais proveitos, parece que simplesmente aquilo nunca existiu e cai no esquecimento tanto para eles quanto para nós. Isso ocorre porque os assuntos do momento provêm da mídia, e só se fala da notícia que está sendo dissecada nesse instante.

Alguém se lembra da dengue? Agora o assunto é a Influenza A.

Alguém se lembra do mensalão ou do político que ‘se lixa’ para a opinião pública? Agora o assunto é a câmara de vossa excelência Sarney – cujos problemas já não são tão novidade.

Alguém lembra que a educação, que é a base para qualquer tentativa de desenvolvimento, é precária do país? Agora só se fala do Novo Enem.

...

Claro que todos estamos sempre ocupados e estressados e que por isso fica difícil manter informações que não estejam diretamente relacionadas com nossas vidas; ou se quando podemos pensar em coisas como essas, nos vemos às voltas em como ajudar, que não podemos fazer algo de real ajuda, mas mesmo que pareça pouco, as pequenas ações e os pequenos esforços são importantes.

Imagine se cada um dos mais de 190 milhões de habitantes do nosso país fizessem uma coisa pequena em prol na sociedade, dos outros, das coisas ruins que estão acontecendo, pelo futuro e por aqueles que ainda virão, com certeza algo grande sairia.

Quando você lidar com o assunto do momento, pense que isso não é novo, semanas, meses, anos antes algo do tipo aconteceu e provavelmente não foram tomadas devidas atitudes. Mesmo que você vá se esquecer disso depois com o corre-corre do dia-a-dia tente fazer algo no auge da sua indignação, do seu desconforto.

Organize as pessoas ao redor de você, exija das autoridades providências, tente lembrar-se das coisas que aconteceram antes, não deixe que tirem o que é seu, não deixe seus medos e seus desconfortos morrerem sem antes serem resolvidos.

Se não puder fazer coisas assim tente pelo menos fazer sua parte, faça com que exista harmonia entre as pessoas que você convive e com você para que não se criem mais problemas. É tanto estresse que as pessoas acabam fazendo coisas muito graves por muito pouco. Se todo mundo tivesse um pouco de educação e paciência muitos dos nossos problemas simplesmente evaporariam.

Sem falar que hoje ninguém quer se envolver, se responsabilizar. O que acontece no seu país é da sua conta e você também pode ter participação nisso, seja por ação ou por omissão. Tenha responsabilidade no seu dia-a-dia, no seu trabalho, com as pessoas próximas a você e com a sociedade, seu país, vote consciente. O voto é uma das grandes armas que temos, principalmente para aqueles que acham que nada podem fazer.

Saudações,

L. Hobbit

15:52

100% de chances do seu coração estar batendo...

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Acertei? Pois é! No Domingo, li um texto interessantíssimo no Estadão e gostaria de compartilhar com vocês, leitores de Mahatma Naiads...
É de um autor brasileiro muito bem humorado, de que gosto muito: João Ubaldo Ribeiro...
Vale a pena!

Os números não mentem (João Ubaldo Ribeiro)

Os números têm o dom de intimidar as pessoas. Se alguém disser, por exemplo, que a maioria das mulheres casadas é infiel, haverá à mesma mesa quem o conteste imediatamente. Mas, se a afirmação for que 57,8 por cento das mulheres casadas são infiéis, a respeitabilidade da informação é rapidamente estabelecida, embora, é claro, tanto uma assertiva quanto a outra possam não passar, como no caso, de chutes sem o menor respaldo na realidade. Dizem que um matemático uma vez confrontou Diderot, o enciclopedista, que era ateu, com a sentença “a+b=x, logo Deus existe”. Diderot teria embatucado, vencido pelo aparente rigor científico da afirmativa, que, naturalmente quer dizer apenas que a soma de dois números determinados é igual a um terceiro e é preciso ser bastante panteísta para acreditar que Deus está envolvido no assunto.

Além disso, fomos acostumados a ouvir e repetir que os números não mentem. Mentiriam, neste caso, as palavras, enquanto os números, com toda a exatidão que sugerem, seriam sempre confiáveis. Mas é óbvio que nem números nem palavras mentem. Quem mente são as pessoas que usam esses números e palavras. E mentem com tamanha desfaçatez que trazem uma péssima reputação à pobre ciência estatística, que já foi e continua vítima de toda sorte de vilipêndio, tais como o que a descreve como a arte de mentir com precisão ou aquela que leva um sujeito a afogar-se num rio com a média de 50 centímetros de profundidade. Não é bem assim, mas às vezes parece ser.

No dia a dia das notícias, as estatísticas nos perseguem, até porque, jogadas a torto e a direito, entram em frequente contradição umas com as outras, ou, o que é ainda mais aflitivo, com a realidade que defrontamos. Estarão mentindo, ou o que vemos e ouvimos não passa de uma impressão paranoica? Que estarão querendo dizer com “o brasileiro médio”, “a dona de casa de classe média” ou “os ricos” ou qualquer outra das centenas de categorias em que nos dividem o tempo todo?

Bem, não vou dar aula de estatística aqui, até porque me falta qualificação e o que sei dela já lá se vai em aulas longínquas, nunca mais rememoradas. Mas encontrei, esquecidas num dos socavões do computador, algumas notas que tomei para mostrar o uso sem-vergonha das estatísticas, que nos pega todo santo dia. Não sei de onde tirei originalmente essas notas e, se são trabalho alheio, me apresso em agradecer, embora não saiba a quem. O objeto escolhido para a “pesquisa” é o pão e o objetivo é provar que ele faz mal. Os percentuais citados não são reais nem têm importância. É com truques como esses que nos empulham e aterrorizam todo santo dia. Aí estão os resultados “estatísticos” para a pesquisa sobre o pão. Os números não mentem.

1. 100% dos consumidores de pão acabam mortos.

2. 98,3% dos presidiários que cumprem pena por crimes violentos são usuários de pão.

3. 85,2% de todos os alunos do ensino médio que obtêm resultados insatisfatórios nas provas consomem pão diariamente.

4. No século XVIII, quando todo o pão era preparado nas próprias residências dos consumidores, a expectativa de vida média era de menos de 50 anos. As taxas de mortalidade infantil eram absurdamente elevadas, muitas mulheres morriam de parto e doenças tais como as febres tifoide e amarela dizimavam cidades inteiras.

5. 92,7% dos crimes violentos são cometidos dentro de 24 horas depois da ingestão de pão.

6. O pão é feito basicamente de farinha de trigo. Está provado que menos de 500 gramas de farinha de trigo são suficientes para sufocar um rato. O indivíduo médio, que consome dois pães de cinquenta gramas por dia, terá ingerido, no final do mês, farinha suficiente para ter matar seis ratos.

7. Sociedades tribais primitivas que não fazem uso do pão apresentam baixa incidência de câncer, do mal de Alzheimer, de Parkinson e de osteoporose.

8. Está provado estatística e cientificamente que o uso do pão causa dependência física e mental. Pesquisa feita em voluntários revelou que 99,8% daqueles que foram submetidos a uma dieta forçada, somente à base de água, imploraram por pão, em três dias ou menos.

9. O pão é um alimento frequentemente utilizado em conjunto com outros alimentos pesados e prejudiciais à saúde, tais como a manteiga, queijo, geleia e embutidos, todos ricos em gorduras e colesterol.

10. Testes científicos comprovaram que o pão absorve a água. Partindo da premissa de que mais de dois terços do corpo humano são água, todo aquele que ingere pão corre o risco de sofrer desidratação grave.

11. O pão é assado em fornos cujas temperaturas são mantidas acima de 200º Celsius. Essa temperatura pode matar um ser humano adulto em menos de um minuto.

12. 58% dos indivíduos que consomem pão são totalmente incapazes de distinguir entre fatos científicos comprovadamente significativos e baboseiras pseudoestatísticas sem sentido e manipuladas, como esta.

Claro nós não estamos nesses 58% (ou 58,4 ou 46,9), nós somos prevenidos contra esse tipo de coisa. É verdade. E assim me despeço, congratulando-me com todos vocês, pois 97,6% dos que leram esta coluna no domingo passado se mantiveram a semana inteira com a saúde estável e sem problemas no trabalho.


Abraços aos leitores!

Fotografando melhor

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Não é uma miragem o que você está vendo. É estou escrevendo depois de tanto tempo.

Tinha feito planos de voltar com as férias escolares, o tempo que eu dedico a todas as coisas que eu vou adiando durante o semestre. No início delas eu já estava meio desanimada pensando que não teria tempo para fazer tudo que desejava e acabou que várias coisas foram sendo adiadas ainda mais e outras, esquecidas, como você deve ter percebido os posts na Brecha foram uma dessas coisas. Com os últimos acontecimentos de adiamento de aulas graças à pandemia da gripe A (me recuso a chamá-la de suína em respeito aos simpáticos porquinhos que não tem muito a ver com isso), acabei pensando que teria mais tempo para finalmente fazer o que pretendia - o que, óbvio, na prática não acontece. Como numa luz de lembranças e inspirações, cá estou eu novamente.

E para voltarmos aos costumes, minha inspiração surge de uma história ouvida no início de uma aula minha de Ioga nessa semana e de minhas reflexões sobre o assunto.

Eu perdi o início dela porque me lembrei de desligar o celular e acabei não ouvindo os dizeres do professor, mas em resumo ele contava sobre uma pessoa que fora surpreendida por um ladrão que apareceu para roubá-la, claro. Pois então, vamos lá.


A vida sempre nos trás coisas inesperadas, e afinal se não fosse por essas coisas ela não seria do jeito que a vemos.

Muitas vezes acontecem coisas ruins e, outras boas, que costumamos achar que acontecem menos vezes e que por isso damos uma atenção desnecessária, enfim, desperdiçamos nosso tempo com coisas que simplesmente não merecem tudo isso. Dessa forma, vamos nos desligando das coisas que realmente importam e muitas vezes por falta de cuidado se vão.

Moral da História: É tudo uma questão de foco

A única coisa que devemos fazer é dar atenção ao mais importante, as coisas boas, aos presentes que recebemos. Mesmo que achemos que são poucos ou que são pequenos. Muitas vezes eles são maiores e muito mais abrangentes no que imaginávamos.

Colocando um clichê dos tempos de hoje, devo dizer que, vivendo em um mundo capitalista que apresenta status permanente on-line graças à nossa onipresente, em tese, globalização, é necessário que o nosso foco, nossa atenção, nossos cuidados, ou qualquer outro termo que você utilize, sejam direcionados, exclusivamente, ao que nos faz feliz, e o que é o mais importante para nós: valores, princípios, família, amigos e você mesmo, sua paz espiritual e seu bem estar consigo mesmo, que sem isso nada mais você conseguirá, são as coisas que devem ficar em primeiro plano na foto de sua vida.

Se aquela pessoa do início tivesse se preocupado mais com suas coisas quem sabe não teria sido roubada?

Claro que devemos nos preocupar conosco e com as coisas que são importantes para nós, mas não sejamos masoquistas nem suicidas, ignorar as coisas ao redor é burrice, principalmente tendo em vista a quantidade de informações, acontecimentos e pessoas com os quais estamos lidando a todo momento. Foco não significa apenas pensar nisso, mas, digamos, dar uns 70% (estatísticas, estatísticas) da nossa atenção ao que merece, o resto nós conferimos para nossa própria proteção e proteção do que é nosso e deve ser protegido.Digamos que essas coisas mais banais e supérfluas estejam lá, na sua foto, mas você não consegue definir muito bem porque está muito embaçado.

Se cuidamos do importante e tomamos precauções com o banal, porém, perigoso, a vida muitas vezes nos tráz coisas totalmente previsíveis, esperadas e, assim, podemos saber como agir.


Saudações,

L.Hobbit

17:03

Dia dos Filhos

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. Que tal o Dia dos Filhos? Como soa? Seria um ótimo dia para lembrar da maior herança que estamos deixando para nossos filhos: a Terra. Bom também para repensarmos se vamos continuar fazendo besteira ou se realmente vamos "pré-amar" nossos futuros filhos e mudar o mundo pelo bem deles. Acho que deveria existir. E ser um dia de silêncio, de reflexão. De propostas para mudança do mundo.

. Se bem que nem outros dias que têm um tema parecido as pessoas respeitam, né...

Métodos interessantes para ocupar o tempo.

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Método nº 1:

Agora, nas férias, vou começar a planejar diversas formas de inundar o mundo. Bem, não vai ser algo tão fácil porque Deus não vai querer mandar aquela tromba d'agua de novo, né. Mas com tantas represas, encanamentos, reservatórios e outras instalações hidráulicas no mundo, dá pra pensar em algo para poder concluir o objetivo.
Primeiramente, eu teria que ser alguém influente e tivesse um bom capital inicial, coisa que é bem simples de arrumar. Começaria comprando os direitos de uma pequena concessionária de água da vida e iria crescendo aos poucos, tomando posse de uma represa ali, construindo outra aqui, e assim vai. Espero que o tal do aquecimento global seja verdade mesmo e ajude os meus planos, derretendo as calotas de gelo e aumentando o volume de água no planeta.
Enquanto isso, em algum lugar remoto do mundo, começarei a construir minha barca. Se você espera que eu deixe você entrar nela, está muito enganado (a não ser que queira me ajudar). O mundo tá cheio de pessoas ruins e você é uma delas. Farei um bem para o planeta se deixar você de fora, acredite.
Futuras gerações irão me ter como um herói, porque impedir a humanidade de continuar seu plano diabólico de destruir o planeta vai fazer com que a natureza não se revolte mais contra nós, e que alienígenas não precisem vir a Terra para acabar com a nossa raça bondosa, singela e sem culpa de nada.

Pensar nisso tudo dá muito trabalho, obviamente. Por isso, preciso fazer isso nas férias, enquanto não tenho nada para fazer. Como vê, é um ótimo método para ocupar o tempo.

Está perto de meia noite...

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Overdose: essa é a única palavra que pode definir a quantidade de informação do rei do pop, Michael Jackson, que vem rolando na mídia. Todos os canais cobrem de tudo! Desde investigações até o enterro, ao vivo e a cores, e a população fica ávida por ver uma cerimônia que nem o corpo do astro mostra... Para completar, muitos lamentam que a cerimônia não tenha tido tanta audiência quanto a posse do atual presidente da superpotência capet...oops, capitalista Barack Obama... Lamentável as pessoas quererem comparar uma posse presidencial com a morte de alguém... No entanto, a mídia tem a incrível capacidade de transformar uma tristeza por perder um ente tão talentoso, em um cansaço por conta da avalanche de informação sobre o cantor. Já criaram teorias de que ele estaria vivo, que era truque de marketing; de que o fantasma dele tem aparecido em Neverland; de que ele foi assassinado. Sinceramente, acho que se esse fosse um truque de marketing, a quantidade de pessoas que odiariam o rei do pop depois, por ter criado essa tensão toda, iria levar seu sucesso por água abaixo. E o pior é que nem falecer em paz ele pode, porque ficam milhares de pessoas dizendo que ele está vivo, que ele não morreu, ou não estava no caixão. Pelo amor de deus! Deixem ele em paz! As pessoas esquecem de pensar no sofrimento pelo qual ele passava. E até quando morre, tem que sofrer mais um pouquinho, em meio a investigações, especulações...Impressionante! Admito que acho teorias da conspiração como a de Elvis e Paul McCartney muito interessantes, mas se fosse um truque de marketing, a volta dele seria sim chocante, mas também algo de tão mau-gosto que os fãs iriam reprovar totalmente. Acho que é um pouco extremo pensar numa conspiração depois de ver sua filha, numa explosão de emoção, falar do quão admirável era seu pai. Foi algo tocante!
O que me irrita mais é o fato de que muitos dos mesmos que anos atrás criticavam o cantor por conta de acusações de pedofilia (que eu julgo totalmente falsas, sinceramente), hoje fazem homenagens calorosas ao artista. Homenagem: é sempre bom, mas hipocrisia...Acho que já tem demais no mundo para a gente querer mais, não é?
Ao meu ver, MJ tinha um tipo de complexo de Peter Pan. Ele perdeu sua infância por conta de um pai que o colocou no mercado de trabalho cedo demais (assim como ocorreu com Brooke Shields, atriz que inclusive já namorou o rei do pop) e isso o fez crescer de forma reprimida. Por isso, ele queria ter o contato com crianças, algo que ele nunca teve. No fundo, não queria envelhecer.
Um amigo meu, João Vitor Silva, apresentou-me argumentos muito bem fundamentados e que fazem todo o sentido: se você notar o que ele fazia com as crianças era o mesmo que você faria com seu coleguinha de quarta série. Para os adultos era absurdo, mas com a sua inocência infantil, aquilo não tinha nada de mais. Quantas vezes amigos não dividem camas, jogam videogames?
Quanto à aparência, foram inúmeras as pessoas que disseram que ele tinha vergonha de ser negro e coisas do tipo. Eu acredito que por conta da doença dele deixar sua pele predominantemente branca, ele achou mais simples aceitar essa cor por inteiro. Inclusive, foram inúmeras as vezes em que ouvi dizer que o pai criticava seu rosto e nariz porque o primeiro tinha espinhas e o segundo era muito largo. Isso gerou uma criança traumatizada, que acabou fazendo plásticas mil para cobrir esse monstro que o pai o fez enxergar. Sua auto-estima era muito abalada.
Os remédios foram um caso à parte: se você sente dores, é inevitável buscar um conforto. Aqueles remédios melhoravam sua situação, suas sensações, eram uma forma de alívio. No entanto, por conta de uma serie de transtornos depressivos que MJ parecia ter, pode ter exagerado na dose em alguns momentos de desespero, o que foi debilitando seu organismo já enfraquecido pela má alimentação que também tinha. No fundo, tudo isso está ligado à auto-estima de Michael, à sua aceitação, e principalmente, em apagar aquele monstro que o pai o fazia acreditar que existia.
Espero que a mídia e a população parem de sufocar a família do astro e também a todos nós com esse fluxo contínuo de informações, teorias, explicações... Será que uma pessoa precisa morrer para ser lembrada? Será que ela precisa morrer para que seus discos sumam das prateleiras? Parece até um pouco mórbido pensar em algo do tipo...
Descanse em paz, rei do pop! Logo a mídia vai deixá-lo viver de forma melhor... Eu sei que vai... Ela sempre faz isso...

Who’s bad?

Um grande abraço!

Mahatma Naiads

O Céu

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(Apesar da imagem parecida, este post não tem nada a ver com o de baixo.)


. Há muito tempo não parava para olhar o céu. Tenho muito mais com o que me preocupar. Admirar? Isso é coisa para quem não tem o que fazer, eu só olho para ele quando quero saber se está sol para ir para a praia, ou se preciso colocar o guarda-chuva na mochila. Mas ontem eu não conseguia passar o tempo sem fitá-lo. Quando olhei para aquele céu azul com poucas nuvens pela primeira vez há muitos anos, senti ele muito mais próximo de mim, como se estivesse se aproximando devagar, querendo pressionar nossas cabeças contra a terra, para mostrar-nos que não passamos de humanos, e nunca conseguiremos atingir Deus – perfeição, como queira – e que, a qualquer momento, tudo o que buscamos, toda a nossa cultura, nossa história, uma trajetória, todo o mal que fizemos pode ser esmagado, assim como fizemos com nossos valores.

. Assim como tentamos fazer com a Terra.

. Sempre preferi o céu nublado e um dia chuvoso. Essa combinação melancólica sempre foi a maior prova de que uma época boa pode se transformar em ruim em um piscar de olhos e vice-versa. Mas ontem o céu azul me passou uma mensagem. A mesma que a mudança climática passa para a humanidade todos os dias:

. Acabou o nosso tempo.

A Agord od Oãrdap

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Durante uma das minhas conversas com minha terapeuta, percebi um assunto que ignoramos, mas é muito interessante de ser abordado: padrões. Desde padrões de estudo, padrões de pesquisa, até padrões de alimentação e etc. Vivemos no meio de milhões de padrões. Alguns são meras convenções, que servem para instaurar alguma ordem, e evitar a situação caótica que acabamos vivendo mesmo assim. Outros são padrões pessoais, subjetivos, obsessivos ou não, mas são definições de uma mente que busca uma certa perfeição. (Opa, acabei de entregar em que grupo me encaixo).
Por mais flexível que uma pessoa seja, ela sempre estará seguindo algum tipo de padrão. Comer pão com manteiga no café da manhã é um exemplo de padrão que já ganhou tanta naturalidade que acabamos por não questionar. Mas, se um dia você quiser almoçar no café da manhã, nada te impede, concorda? O problema não está em seguir padrões, e sim em ser totalmente inflexível em relação a eles. Já dizia minha bisavó:
- Todo excesso é nocivo.
E tenho que concordar completamente. É saudável seguir padrões, pois eles facilitam muitos aspectos de nossa vida, poupam tempo, pois já estão lá e só precisamos seguir. No entanto, transformar sua vida num grande conjunto de padrões é o grande problema. Você vive numa prisão, não tem liberdade alguma, pois fica preso a definições, crenças próprias ou de terceiros que impedem que você possa pura e simplesmente ser feliz!
Algo que eu gosto muito de abordar é a temática do padrão de beleza, pois, tenho que admitir, sou uma vitima frustrada dele. Consagramos algumas divas e deuses por sua beleza como se eles fossem um ideal a ser seguido, e esquecemos a nossa individualidade. Buscamos uma perfeição que não existe, queremos ser algo que não somos na realidade.
Algo que reflete muito bem esta idéia é a grande avalanche de dietas que entram e saem de moda, prometendo o corpo de celebridade tal, ou a barriga chapada de fulaninha de tal. Será que essa revistas esquecem que todos somos diferentes? Que nunca teremos o corpo exatamente igual ao de outra pessoa? Nem com mil plásticas isso é possível. Outro dia, li na revista Istoé sobre uma mulher que se submeteu a dezenas de procedimentos cirúrgicos para ficar igual a uma cantora famosa do EUA. Tudo bem, se quer fazer isso, seja feliz! Mas, você nunca vai ser igualzinha aquela pessoa, vai se frustrar com isso. Então, por que não pode aceitar e ser quem você é? (Quem me conhece vai entender esse comentário em off: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”...)
Vivemos numa era em que a incidência de transtornos alimentares aumentou estapafurdiamente por conta de um padrão que a mídia impôs: o belo é ser magérrima, ter um corpo escultural. Estou generalizando um pouco, mas se você fizer uma pesquisa vai notar que praticamente uma unanimidade gostaria de mudar algo em seu corpo. Essa insatisfação é o reflexo de um sentimento de estar fora dos padrões que a mídia impõe como normal. No entanto, o normal é ser diferente. Não é normal viver de dietas para ser algo que você, naturalmente, não é. O normal é se aceitar do seu jeito, sem querer imitar pessoas cristalizadas pela mídia. Muitos dizem que devemos mudar o padrão de beleza. No entanto, a Dra. Marle Alvarenga, nutricionista especializada em Tas defende uma outra idéia: a de que não devemos mudar o padrão, e sim parar de seguí-lo, aceitar a nós mesmos exatamente como somos. Pense só: se o padrão virasse Mulher Melancia, por exemplo, o quanto teria de mulheres frustradas porque geneticamente nunca terão coxas como aquelas, nem que malhem e comam muita proteína e carboidrato.
Padrões sempre vão deixar algum grupo insatisfeito. É impossível agradar a todos! Então, por que não começar agradando a você mesmo?

Qual seu rótulo?

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. Bom, minha jornada como menino estagiário está terminando, e estou abraçando aqui minha volta à vida de blogueiro. Confesso que não escrevo nem leio há muito tempo, e estou percebendo agora que textos não são iguais a andar de bicicleta. Estou demorando muito para lembrar de palavras, e peço perdão antecipado pela falta de criatividade e pelos futuros erros de ortografia.
. Falando em ortografia, a primeira sensação que eu tenho é de que eu estou misturando os acordos ortográficos. Ao mesmo tempo que eu insisto em escrever como antigamente, meus olhos são bombardeados pelas palavras que já passaram pela tal "censura", e aí, estou com uma dúvida maior sobre o que escrever.

. Criatividade. Eu estava morrendo de vontade de escrever, mas quando esta página com caixa de texto se abriu, eu percebi uma coisa: faltava o tema. Realmente, minha ânsia por escrever era tão grande, que não pensei no que sempre faço. Sei que pra muitos que estão lendo é muito normal faltar assunto, mas comigo simplesmente nunca aconteceu. Decidi, então, seguir o pensamento do nosso amigo Thaco Morat, e busquei a primeira coisa que me veio a cabeça. O problema é que não vinha nada. Olhei para os lados, busquei algo. Foi então que decidi deixar pra lá e conversar com o próprio Thaco. A primeira coisa que ele me respondeu quando o cumprimentei, foi: "Cara, eu tava tocando Viva la Vida neste exato momento!". Isso me bateu um pouco. Eu sei que amo Coldplay, mas fiquei pensando se a primeira coisa que as pessoas pensam quando a minha imagem vem à cabeça delas era a banda. Foi então, que eu comecei a entender que isso acontece com tudo mundo. Todos têm seu rótulo.
. Fiquei imaginando se Coldplay era a única coisa que tinha no meu rótulo. Perguntei para as pessoas que me conheciam as 5 primeiras coisas que elas ligavam a mim. Bom, as respostas foram variadas, mas todas elas incluiam Coldplay. Pelo menos recebi comentários positivos, como sensatez, cabeça, inteligência e "homem-que-reflete-demais" (não sei se o último é bom). Mas a maioria das vezes era algo que me ligava à pessoa. Assim que percebi que o rótulo depende mais da maneira como se comporta diante de diferentes pessoas. Logo, cheguei a conclusão de que estamos em plena revolução industrial!

. Sim, é isso mesmo! Estamos mudando nosso modo de pensar personalizado para algo pradonizado, e assim, todos nós temos os mesmos rótulos. É, a grande máquina mundial faz com que todos pensemos igual, tenhamos a mesma imagem, mas que sejamos produtos diferentes de um mesmo fabricante. Bem, eu posso dizer que também fui atingido. Imagine o número de pessoas que gostam de Coldplay, são sensatas e refletem muito!
. Cada dia mais penso que a originalidade vai mudar o mundo, e cada dia mais tenho certeza disso.

E aí, qual seu rótulo?

Guerra dos Sexos

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Depois de uma temporada sem postagens, volto para defender meus pontos de vista...
O assunto em voga começou durante uma aula de filosofia do colégio marcada por disputas de opinião. Agora, mostro o meu ponto de vista. Agradeço ao meu amigo Yuri Duarte, que discutiu tal ideia comigo gerando os apontamentos a seguir...

Não sou sexista, tampouco me sinto inferior em relação ao sexo oposto. Mas uma coisa que me incomoda é a recorrente briga entre os sexos. Mulheres brigam por direitos iguais. Homens protagonizam discursos que revelam algumas mentes bem machistas. Mas no fundo, quem está certo? Sinceramente, em minha opinião, nenhum dos dois. Sou do sexo feminino, e tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas muitos definem meus pontos de vista, como os mesmos de um “macho babaca”. Concordo que as mulheres se sintam ameaçadas, pois tempos atrás seus direitos eram bem restritos. No entanto, hoje em dia, no geral, não temos mais esse tipo de preconceito sexual. As mulheres tem tido um tipo de complexo de inferioridade, talvez um artifício para que consigam o que querem à base de uma chantagem emocional proveniente de uma restrição de tempos passados. Não gosto de dizer-me inferior aos homens, no entanto, também não prego a igualdade, porque seres vivos tão diferentes não podem ser definidos de forma igualitária. Força física é um exemplo: sou lutadora de boxe e já lutei com vários homens, e é biológico definir que a força física do homem é maior do que a da mulher, isso é fato! Não adianta querer se mostrar superior neste aspecto porque o sexo masculino tem uma hipertrofia melhor desenvolta. Do mesmo modo que a mulher tem uma emotividade mais aflorada, sendo mais sensível a coisas rotineiras que envolvem nossa sociedade. No entanto, estas são generalizações, há mulheres muito fortes assim como há homens sensíveis. Não se deve considerar uma distinção entre sexos, e sim entre pessoas, que são completamente distintas entre si. Outro aspecto que muito me incomoda, o cavalheirismo. Não vou negar que acho lindo o ato de um garoto abrir a porta para mim, ou mesmo puxar a cadeira para eu me sentar. Mas o que não é o “primeiro as damas”? Uma prova de que as mulheres ainda não querem uma igualdade. No dia em que as mulheres pararem de sentirem-se inferiores, não haverá mais tal idéia de superioridade x inferioridade dos sexos.

Memórias de um Acomodado

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É você, o tal sonhador
Que vai por o mundo no lugar?
Bem, eu vou permancer em casa eternamente
Onde dois mais dois
Sempre somam cinco.

Vou montar trilhas
E me esconder atras de sacos de areia.
Janeiro vai ter as chuvas de Abril
E dois mais dois
Sempre será igual a cinco.

...

Todos saudam o ladrão
Todos saudam o ladrão
Mas eu não!
Eu não!

Não questione minha autoridade
Nem me ponha em uma doca
Porque eu não!

Vá dizer ao Rei,
Que o céu está caindo
Quando não está
Talvez não..

(2+2=5 - Radiohead)

Nova Brecha

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Bom, como vocês perceberam, devido a volta definitiva do blog, estamos estreiando um novo layout. Esperamos que gostem, e aproveitem essa mensagem para darem opiniões sobre o template.

Equipe Mente Aberta.
19:49

Notícias quentes do BBB9

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E para você que ama a globo, continue assistindo Big Brother Brasil. Apesar desse ano o programa estar fraco, segundo os telespectadores, uma notícia me deixou bem assustado.

O BBB é o programa que mais rende para a Globo, com uma renda que supera até a de qualquer novela das 8. Se você quer que a Globo continue na sua liderança, dê audiência e faça com que ela ganhe os 110 milhões de reais, previstos para esse ano.

Dou meus parabéns para a emissora pelo programa de alto nível de informação, e espero que, quando a Crise Mundial acabar, essa renda dobre.
, 20:41

É natural ser da natureza.

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O incômodo não é o ônibus, o incômodo são os carros.

Tudo ou Nada?

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.
23:18

Nameless

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.  Era uma vez, uma caixa. Uma caixa de papelão, e poderia ser como qualquer outra. Tirando o fato de que, quando alguém chegava perto dela, ela fazia tudo a sua volta ficar em tons de cinza. Por isso, passaram a chamá-la de Caixa Melancólica.
.  Só que essa mesma caixa, em certas noites, principalmente em lua nova e quando estava sozinha mudava de forma, se tornava uma esfera de aço. Uma vez, quando ela achava que estava sozinha, após se transformar numa bola, ela percebeu uma presença estranha. Tarde demais, era uma câmera de vídeo. Notícia sensacional em todas as emissoras de televisão do mundo. Seu novo nome? Caixa Mágica.

.  Mas qual seria o motivo para nós, humanos, mudarmos de forma tantas vezes na vida, de personalidade o tempo todo, e os nomes permanecerem pelo resto da vida?
Veja que nós não temos realmente uma essência, mudamos o tempo todo, e a única coisa que estabelece nossa identidade como fixa, é o nosso nome.
.  Portanto, se você quer dar valor ao que os outros acham de você, dê valor ao seu nome. Porque, apesar de você saber, depois de todo esse tempo que você é você, independentemente de um nome, os outros não saberão.

Com toda a sua licença,

Anônimo.