(LUTO) Protesto contra o Sistema

8 Comentários »
Estava voltando de uma viagem a Paraty com meus colegas de escola quando, ao chegarmos ao colégio, recebemos a notícia do falecimento de uma colega. Em meio a uma atmosfera de tristeza, homenagens e indignações, recebemos a noticia de que havia sido por um problema de saúde. Esta doença não era tão grave, mas tornou-se à medida que a menina não recebia tratamentos adequados. Isto se devia a um sério problema de distribuição de renda em nosso país que criava a necessidade de que ela procurasse o serviço público de saúde. Passando por vários hospitais, a menina teve sua saúde negligenciada. Uma menina que mal havia chegado aos 15 anos, que tinha toda uma vida pela frente, perder a vida assim, de uma forma tão triste. Imaginem o sofrimento dos familiares, da mãe, do pai, ao perderem alguém por conta de um dos problemas mais sérios e graves de nossa atualidade: má distribuição de renda. Nem todos têm acesso à rede privada de saúde, tendo planos de saúde ou afins. No entanto, o certo seria termos uma rede pública eficiente, com médicos de qualidade. Não quero dizer que todos os médicos da rede pública sejam incompetentes e muito menos que todos os médicos da rede privada tenham uma qualidade inquestionável, mas é triste perceber que há tantos profissionais mal preparados que, por negligência médica, acabam acarretando na morte de inúmeras pessoas, que necessitam do sistema público para cuidarem de sua saúde.
Vivemos num país em que a saúde e qualidade de vida não são prioridades. Na verdade, quem dera houvesse este tipo de problema em apenas em um país, seria mais fácil de corrigi-lo. Mas esta falta de investimento é um miasma que infecta uma quantidade absurda de países deste nosso mundo global. O lucro, o comércio, o capital, são os elementos mais importantes e primordiais. Investimos em indústria, comércio, tecnologia, mas esquecemos da saúde e da educação, por exemplo. Esquecemos das necessidades primárias. Impressionante que em meio a uma atualidade em que se descobrem inovações científicas e tecnológicas a todo momento, as pessoas possam ser vítimas de erros e problemas que parecem ser tão rudimentares. Por isso, neste post, declaro luto pela vida não só de uma, mas de inúmeras outras pessoas que podem ter sido vítimas deste mesmo sistema. Descansem em paz....


“ What’s wrong with the World, mamma
People living like they ain’t got no mamma
I think the whole World is addicted to the drama
Only attracted to the things that will bring your trauma (…)

(…)People killing, people dying
Children hurt, I hear them crying
Can you practice what you preach
Could you turn the other cheek-
Father, father, father, help us
Send us some guidance from above
‘Cause people got me, got me, questioning
Where is the Love? (…)”

(Where is the Love? – The Black Eyed Peas)

Viva la Vida (Parte II)

2 Comentários »
Retomando os assuntos "revolucionários" do último post...


Deve-se apagar esta imagem conturbada de que revolta é um grupo de pessoas brigando entre si. Não é verdade! Revoltar-se contra o sistema não implica, necessariamente, em medidas violentas.Os tropicalistas brasileiros exemplificam muito bem esse espírito de luta através da música, ou seja, das artes.

Como muitos dizem, o ano de 1968 não acabou, pois as mudanças reivindicadas não aconteceram imediatamente. Com o tempo, vários direitos foram conquistados, mas isso não pára por aí. Se hoje podemos viver em um ambiente mais livre, é graças à luta desta geração que não temia nada, que amava, que não se contentava, que lutava. Restauremos então esse espírito nos jovens do século 21,um espírito muito bem descrito pelo filósofo francês Sartre: "O que importa não é o que fazem com você, mas o que você faz daquilo que fazem com você". Rememoremos esta juventude batalhadora.


"Me dê um beijo meu amor

Eles estão nos esperando

Os automóveis ardem em chamas

Derrubar as prateleiras

As estátuas, as estantes

As vidraças, louças

Livros, sim...


E eu digo sim

E eu digo não ao não

E eu digo: É!Proibido proibir

É proibido proibir

É proibido proibir

É proibido proibir

É proibido proibir..."


(É proibido proibir - Caetano Veloso)

Viva la Vida (Parte I)

2 Comentários »
Em época de eleições, o tema democracia é destaque na maioria dos discursos e debates de candidatos. Mas, por mais que eles prometam muitas coisas, o povo não tem se preocupado em cobrar... Isto me lembra uma das comemorações deste ano: os 40 anos do 1968. 1968: ano emblemático da história, marcado por eventos que refletem um único espírito irreverente, inovador, nos jovens da época: a rebeldia. Inconformados com a sociedade antiquada da época, os jovens iniciaram um processo revolucionário, visando a quebra de tabus em questões como liberdade, direitos iguais paraambos os sexos, beleza, sexualidade, entre outros... Este espírito pode ser muito bem representado pelo festival Woodstock, símbolo da contracultura, da geração pós-2ª Guerra Mundial, que luta por um mundo aos seus moldes inovadores. Considerando como exemplo o Maio Francês, podemos perceber que os estudantes não tinham medo delutar por seus ideais, protestavam sim, e acabavam sendo reprimidos, o que mostra a falta de voz, de liberdade de expressão da sociedade.

Diferentemente do que muitos pensam, hoje, a sociedade pode até ser mais livre do que antigamente, mas ainda há uma dose de autoritarismo na estruturação de nossasvidas poliico-sociais. É por isso que o ano de 1968 deve ser tão lembrado nos dias de hoje. Devemos conscientizar o jovem de seu papel no mundo pois, ele não é um mero espectador, tem que lutar pelos seus ideais, não pode acomodar-se ao receber apenas o que outra pessoa julga suficiente pois, todos nós pensamos! Todos temos condiçõesde decidir o que é melhor ou pior para as nossas vidas e as das pessoas à nossa volta. Seguir um padrão que você desaprove, imposto por alguém, é alienação (às vezes, geradapelo medo de ser livre) ou acomodação e contentamento excessivos. Não digo que os jovens devam virar revolucionários que vão às ruas brigar e fazer badernas. Mas lutar por seus direitos em passeatas, protestos, etc, é algo que não custa nada e pode render bons frutos. Paro por aqui com meu trecho musical.



Amanhã, leia a continuação desta postagem de duas partes.




"I used to rule the world

Seas would rise when I gave the word

Now in the morning I sleep alone

Sweep the streets I used to own..."


(Viva la vida - Coldplay)

A. F. - Sentimento Artificial

1 Comentários »
Dia desses, estava assistindo ao filme "Inteligência Artificial" quando me dei conta da grande quantidade de questões sociais e éticas que este emocionante filme de ficção científica apresenta.
Ele narra a história de David, um dos primeiros andróides criados a ter sentimentos semelhantes aos dos humanos. Assim, ele necessita de amor, carinho, todos aqueles sentimentos sem os quais não conseguimos ter um mínimo de felicidade. No entanto, como é de praxe em nossa sociedade, o "robô" é tratado com hostilidade por várias pessoas pelo simples fato de ser diferente por ser um andróide,e não um ser humano de verdade. A parte mais triste é que até mesmo sua "mãe" (que no filme, seria a pessoa que o programou) tem muito medo dele, ainda sente este receio preconceituoso de conviver com uma criaturinha tão adorável e, ao mesmo tempo, tão diferente de sua realidade. Deste princípio, já podemos notar que o filme apresenta uma mensagem em relação ao preconceito, que mostra que, na sociedade atual,tudo aquilo que vemos como diferente, distinto, passa como algo ruim, que devemos temer, ou seja, tratamos o novo de forma absurdamente preconceituosa. É o mesmo principio teórico do qual partem os xenófobos: se não conhecemos aquilo devemos tratar com hostilidade para manter a nossa "guarda levantada"... Que princípio mais ridículo! Por que não tentamos simplesmente conhecer o outro? É, este é um dos problemas da sociedade atual: discriminação. Com os padrões bizarramente impostos pela mídia, quem não se enquadra é excluído. Analogicamente falando, isso me lembra aqueles filmes americanos que mostram uma tradicional organização nas escolas: os nerds (que sofrem nas mãos dos valentões), as populares, os esportistas, os valentões, os asiáticos, os hispânicos, ... Mas, porque esta ridícula divisão? Qual é a necessidade de classificar as pessoas? No colégio, as populares podem ser tidas como rainhas, mas depois, perderão seu posto para as bem-sucedidas nerds. E um belo corpo sem conteúdo não sustenta a vida de uma mulher por muito tempo. Não pude deixar de mostrar esta analogia sobre discriminação porque também assisti, esta semana, ao filme "Drillbit Taylor", sobre este assunto em questão... Porém, vale destacar, sempre há excessões, ok?
Mas retornando ao assunto inicial, seria possível criar sentimentos num robô como foi feito no filme? Os sentimentos não vêm de nossa parte física, e sim de nossas almas... Seria possível simular algo tão íntimo? É difícil dizer, mas como o filme é uma ficção... O mais triste é que o próprio andróide, o pequeno David, percebe o quanto é discriminado, principalmente por alguém que ama tanto, como a mãe. Assim, acha que só será realmente amado quando for um "menino de verdade", assim como seu "irmão" o era. Esta passagem consagra a aceitação do próprio discriminado quanto à sua inferioridade mas, isso não pode acontecer! Uma única passagem conseguiu romper com toda e qualquer idéia democrática de igualdade. Traço um paralelo deste fato com as pessoas que só se preocupam com a aparência, pois ela pensam como David: se não posso ser aceito do jeito que sou, terei que mudar e me encontrar com o padrão. Aí sim serei parte da sociedade. Terrível, mas real ponto de vista... Termino o meu texto, como de praxe com uma música que se relaciona muito bem com o assunto em questão:

"'Cause we all just wanna be big rockstars
And live in hilltop houses driving fifteen cars
The girls come easy and the drugs come cheap
We'll all stay skinny 'cause we just won't eat
And we'll hang out in the coolest bars
In the VIP with the movie stars
Every good gold digger's
Gonna wind up there
Every Playboy bunny
With her bleach blond hair"

(Rockstar - Nickelback)

Um grande abraço!

Muchas Gracias, pocos posts

4 Comentários »
Блог не удастся!
Pomóż nam!
Huwag hayaan ang iyong blog mamatay!
Tā dzīvē ir Sad.

Obrigado.
22:13
0 Comentários »

Gostaria de iniciar este post com um pedido de desculpas por não ter postado na semana passada. Isso se deu por causa de uma série de conflitos pessoais que ocorreram em minha mente durante estes dias. No entanto, gostaria de ressaltar que postarei sim com minha assídua freqüência semanal de sempre e, aviso aos leitores que, podem ter certeza, todos os sábados haverá uma postagem de Mahatma Naiads disponível para que todos vocês leiam.

Obrigada pela atenção!

E agora, vamos ao post propriamente dito...

LHC: Large Hole Creator ???

2 Comentários »

             Ano de 2008: período de acontecimentos que marcarão, para sempre, a história de inúmeros países. Ano das Olimpíadas de Pequim, marcadas por fraudes e enganações do COI, tristes eliminações e expectativas frustradas do tradicional esporte brasileiro. Nas Américas, a crise econômica nos EUA, que ocorre simultaneamente ao período eleitoral em que a rixa entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain aumentam pois, ou bem ou mal, com a globalização, estamos decidindo não apenas o presidente dos EUA e sim o representante oficial do Capitalismo mundial. No entanto, algo foi muito mais relevante do que qualquer notícia esportiva ou eleitoral. Uma tese lançada muito recentemente apresentou-se argumentativamente tão forte que passou a ser centro de inúmeras discussões éticas, cientificas e religiosas: o mundo pode acabar!

              Mas como isso aconteceria? Essa pergunta tem sim uma resposta: com a construção do LHC – Large Hydron Collider - uma máquina que pretende recriar o Big Bang. Não, você pode ter tomado um susto mas não leu errado não. A audácia da humanidade é tão grande que até recriar a grande explosão de uma porção de massa incandescente que originou o nosso universo os cientistas estão tentando. Um grupo de estudiosos reuniu-se em Genebra, na Suíça, para construir um acelerador de partículas que possibilitaria a recriação do fenômeno que originou todas as formas de vida e não-vida existentes na atualidade. Ousadia? Sim. E como qualquer projeto grandioso, apresenta uma série de riscos.

            Os cientistas nos garantem que não há nenhum risco iminente neste experimento. As chances de um acidente são mínimas. Bom, acredita nisso quem quer, mas eu, particularmente, não. Considerando o fato de que os cientistas não têm muita noção do que pode ocorrer ao longo deste experimento, estamos agindo praticamente como kamikazes, caminhando em direção a uma extinção de nossa espécie. Será que este risco (que não é pequeno, pelo contrário, atinge uma escala universal) deveria ser corrido? Vale a pena fazer isso? Obviamente, com o sucesso do experimento, inúmeras descobertas extraordinárias poderiam ser feitas, sim, mas elas valem o suficiente para pôr em risco a vida de toda a humanidade? Porque é exatamente isto que está acontecendo. Estamos sujeitos a inúmeras situações: um vazamento de material tóxico ou mesmo radioativo, um explosão atômica que seria mais forte do que o efeito de uma bomba nuclear, a criação de um buraco negro que pode devastar ou mesmo destruir inúmeras partes do globo e, dependendo da gravidade destes fenômenos, poderíamos estar à deriva de um processo que pode ser definido como o início do fim do universo. Não, não estou sendo sensacionalista porque se o fosse, tentaria mascarar os riscos desta empreitada. Estou apenas considerando as possibilidades que, como o próprio nome diz, não são certezas, mas podem acontecer. Vale a pena se arriscar assim? Acho negligentes as ações dos cientistas quanto ao experimento, esquecendo dos riscos graves, em nome apenas de glórias tecnológicas. Será que isso é uma ânsia por um prêmio Nobel ou por fama e fortuna? Não quero julgar ninguém, mas dadas as circunstâncias, é o que fica parecendo...

                     E se a teoria do Big Bang fosse comprovada neste projeto do LHC? Como  ficariam as crenças religiosas?. Se o experimento conseguir comprovar que a terra se originou do Big Bang, onde fica a teoria criacionista da Igreja Católica e outras religiões? Sabemos que os cientistas têm forte aspiração ao pensamento mais teórico dos acontecimentos, descartando as visões religiosas baseadas em dogmas que não podem ser comprovados. Com uma descoberta dessas, os cientistas provavelmente começariam a questionar a veracidade ou invencibilidade de Deus. Muitas  pessoas acreditam que estes cientistas querem brincar de Deus, se mostrando capazes de gerar a mesma coisa que Ele gerou no início de tudo. No entanto, não acredito nesta idéia. O experimento foi concebido com o simples objetivo de se descobrir novidades nos campos científicos e tecnológicos, o que poderiam ser grandes feitos na atualidade.

                    Uma informação divulgada nos jornais dizia que a máquina de LHC foi desativada ontem por motivos de vazamento de hélio líquido (uma das substâncias de menor temperatura existentes) de dentro da máquina. Se os cientistas estão tendo dificuldades para simplesmente manusear a máquina, quem dirá reproduzir o fenômeno? Onde estaria a segurança? Por precaução, esta máquina só será reativada na próxima primavera suíça, que acontece por volta de Abril do ano que vem.

                     Agora, a construção desta máquina que representou um grande avanço no campo tecnocientífico custou um bom dinheiro e, se você não percebeu, que veio do bolso de todos nós, habitantes do planeta Terra. Você foi perguntado se queria investir 10 bilhões de dólares numa máquina como esta? Sim, o mundo inteiro pagou em seus impostos uma quantia que contribuía com tal investimento, mas ninguém sabia que estava contribuindo com isso. Onde anda a democracia? Eu escolhi se queria isto ou não? Ainda dizem que somos livres...

                      Coincidência ou não, percebi uma certa analogia entre a ativação desta máquina e uma das previsões de Nostradamus (um dos maiores videntes da história): que entre 2008 e 2009, o apocalipse aconteceria e começaria, olha que irônico, em Genebra! Meio arrepiante, não é? 

                      Mas enquanto a máquina permanece desativada, podemos relaxar, temos pelo menos 6 meses de vida neste planeta em que vivemos... E assim, termino meu post com o tradicional trecho musical:

 

“Bones sinking like stones

All that we fought for

Homes, places we’ve grown

All of us are done for

And we live in a beautiful world

Yeah, we do, yeah we do…”

 

Don’t Panic – Coldplay

 

(Agradecimentos especiais ao professor David, do curso Brasas Tijuca, cuja aula inspirou-me a fazer este post.)

 

Um abraço!