O Céu

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(Apesar da imagem parecida, este post não tem nada a ver com o de baixo.)


. Há muito tempo não parava para olhar o céu. Tenho muito mais com o que me preocupar. Admirar? Isso é coisa para quem não tem o que fazer, eu só olho para ele quando quero saber se está sol para ir para a praia, ou se preciso colocar o guarda-chuva na mochila. Mas ontem eu não conseguia passar o tempo sem fitá-lo. Quando olhei para aquele céu azul com poucas nuvens pela primeira vez há muitos anos, senti ele muito mais próximo de mim, como se estivesse se aproximando devagar, querendo pressionar nossas cabeças contra a terra, para mostrar-nos que não passamos de humanos, e nunca conseguiremos atingir Deus – perfeição, como queira – e que, a qualquer momento, tudo o que buscamos, toda a nossa cultura, nossa história, uma trajetória, todo o mal que fizemos pode ser esmagado, assim como fizemos com nossos valores.

. Assim como tentamos fazer com a Terra.

. Sempre preferi o céu nublado e um dia chuvoso. Essa combinação melancólica sempre foi a maior prova de que uma época boa pode se transformar em ruim em um piscar de olhos e vice-versa. Mas ontem o céu azul me passou uma mensagem. A mesma que a mudança climática passa para a humanidade todos os dias:

. Acabou o nosso tempo.

A Agord od Oãrdap

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Durante uma das minhas conversas com minha terapeuta, percebi um assunto que ignoramos, mas é muito interessante de ser abordado: padrões. Desde padrões de estudo, padrões de pesquisa, até padrões de alimentação e etc. Vivemos no meio de milhões de padrões. Alguns são meras convenções, que servem para instaurar alguma ordem, e evitar a situação caótica que acabamos vivendo mesmo assim. Outros são padrões pessoais, subjetivos, obsessivos ou não, mas são definições de uma mente que busca uma certa perfeição. (Opa, acabei de entregar em que grupo me encaixo).
Por mais flexível que uma pessoa seja, ela sempre estará seguindo algum tipo de padrão. Comer pão com manteiga no café da manhã é um exemplo de padrão que já ganhou tanta naturalidade que acabamos por não questionar. Mas, se um dia você quiser almoçar no café da manhã, nada te impede, concorda? O problema não está em seguir padrões, e sim em ser totalmente inflexível em relação a eles. Já dizia minha bisavó:
- Todo excesso é nocivo.
E tenho que concordar completamente. É saudável seguir padrões, pois eles facilitam muitos aspectos de nossa vida, poupam tempo, pois já estão lá e só precisamos seguir. No entanto, transformar sua vida num grande conjunto de padrões é o grande problema. Você vive numa prisão, não tem liberdade alguma, pois fica preso a definições, crenças próprias ou de terceiros que impedem que você possa pura e simplesmente ser feliz!
Algo que eu gosto muito de abordar é a temática do padrão de beleza, pois, tenho que admitir, sou uma vitima frustrada dele. Consagramos algumas divas e deuses por sua beleza como se eles fossem um ideal a ser seguido, e esquecemos a nossa individualidade. Buscamos uma perfeição que não existe, queremos ser algo que não somos na realidade.
Algo que reflete muito bem esta idéia é a grande avalanche de dietas que entram e saem de moda, prometendo o corpo de celebridade tal, ou a barriga chapada de fulaninha de tal. Será que essa revistas esquecem que todos somos diferentes? Que nunca teremos o corpo exatamente igual ao de outra pessoa? Nem com mil plásticas isso é possível. Outro dia, li na revista Istoé sobre uma mulher que se submeteu a dezenas de procedimentos cirúrgicos para ficar igual a uma cantora famosa do EUA. Tudo bem, se quer fazer isso, seja feliz! Mas, você nunca vai ser igualzinha aquela pessoa, vai se frustrar com isso. Então, por que não pode aceitar e ser quem você é? (Quem me conhece vai entender esse comentário em off: “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço”...)
Vivemos numa era em que a incidência de transtornos alimentares aumentou estapafurdiamente por conta de um padrão que a mídia impôs: o belo é ser magérrima, ter um corpo escultural. Estou generalizando um pouco, mas se você fizer uma pesquisa vai notar que praticamente uma unanimidade gostaria de mudar algo em seu corpo. Essa insatisfação é o reflexo de um sentimento de estar fora dos padrões que a mídia impõe como normal. No entanto, o normal é ser diferente. Não é normal viver de dietas para ser algo que você, naturalmente, não é. O normal é se aceitar do seu jeito, sem querer imitar pessoas cristalizadas pela mídia. Muitos dizem que devemos mudar o padrão de beleza. No entanto, a Dra. Marle Alvarenga, nutricionista especializada em Tas defende uma outra idéia: a de que não devemos mudar o padrão, e sim parar de seguí-lo, aceitar a nós mesmos exatamente como somos. Pense só: se o padrão virasse Mulher Melancia, por exemplo, o quanto teria de mulheres frustradas porque geneticamente nunca terão coxas como aquelas, nem que malhem e comam muita proteína e carboidrato.
Padrões sempre vão deixar algum grupo insatisfeito. É impossível agradar a todos! Então, por que não começar agradando a você mesmo?

Qual seu rótulo?

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. Bom, minha jornada como menino estagiário está terminando, e estou abraçando aqui minha volta à vida de blogueiro. Confesso que não escrevo nem leio há muito tempo, e estou percebendo agora que textos não são iguais a andar de bicicleta. Estou demorando muito para lembrar de palavras, e peço perdão antecipado pela falta de criatividade e pelos futuros erros de ortografia.
. Falando em ortografia, a primeira sensação que eu tenho é de que eu estou misturando os acordos ortográficos. Ao mesmo tempo que eu insisto em escrever como antigamente, meus olhos são bombardeados pelas palavras que já passaram pela tal "censura", e aí, estou com uma dúvida maior sobre o que escrever.

. Criatividade. Eu estava morrendo de vontade de escrever, mas quando esta página com caixa de texto se abriu, eu percebi uma coisa: faltava o tema. Realmente, minha ânsia por escrever era tão grande, que não pensei no que sempre faço. Sei que pra muitos que estão lendo é muito normal faltar assunto, mas comigo simplesmente nunca aconteceu. Decidi, então, seguir o pensamento do nosso amigo Thaco Morat, e busquei a primeira coisa que me veio a cabeça. O problema é que não vinha nada. Olhei para os lados, busquei algo. Foi então que decidi deixar pra lá e conversar com o próprio Thaco. A primeira coisa que ele me respondeu quando o cumprimentei, foi: "Cara, eu tava tocando Viva la Vida neste exato momento!". Isso me bateu um pouco. Eu sei que amo Coldplay, mas fiquei pensando se a primeira coisa que as pessoas pensam quando a minha imagem vem à cabeça delas era a banda. Foi então, que eu comecei a entender que isso acontece com tudo mundo. Todos têm seu rótulo.
. Fiquei imaginando se Coldplay era a única coisa que tinha no meu rótulo. Perguntei para as pessoas que me conheciam as 5 primeiras coisas que elas ligavam a mim. Bom, as respostas foram variadas, mas todas elas incluiam Coldplay. Pelo menos recebi comentários positivos, como sensatez, cabeça, inteligência e "homem-que-reflete-demais" (não sei se o último é bom). Mas a maioria das vezes era algo que me ligava à pessoa. Assim que percebi que o rótulo depende mais da maneira como se comporta diante de diferentes pessoas. Logo, cheguei a conclusão de que estamos em plena revolução industrial!

. Sim, é isso mesmo! Estamos mudando nosso modo de pensar personalizado para algo pradonizado, e assim, todos nós temos os mesmos rótulos. É, a grande máquina mundial faz com que todos pensemos igual, tenhamos a mesma imagem, mas que sejamos produtos diferentes de um mesmo fabricante. Bem, eu posso dizer que também fui atingido. Imagine o número de pessoas que gostam de Coldplay, são sensatas e refletem muito!
. Cada dia mais penso que a originalidade vai mudar o mundo, e cada dia mais tenho certeza disso.

E aí, qual seu rótulo?

Guerra dos Sexos

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Depois de uma temporada sem postagens, volto para defender meus pontos de vista...
O assunto em voga começou durante uma aula de filosofia do colégio marcada por disputas de opinião. Agora, mostro o meu ponto de vista. Agradeço ao meu amigo Yuri Duarte, que discutiu tal ideia comigo gerando os apontamentos a seguir...

Não sou sexista, tampouco me sinto inferior em relação ao sexo oposto. Mas uma coisa que me incomoda é a recorrente briga entre os sexos. Mulheres brigam por direitos iguais. Homens protagonizam discursos que revelam algumas mentes bem machistas. Mas no fundo, quem está certo? Sinceramente, em minha opinião, nenhum dos dois. Sou do sexo feminino, e tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas muitos definem meus pontos de vista, como os mesmos de um “macho babaca”. Concordo que as mulheres se sintam ameaçadas, pois tempos atrás seus direitos eram bem restritos. No entanto, hoje em dia, no geral, não temos mais esse tipo de preconceito sexual. As mulheres tem tido um tipo de complexo de inferioridade, talvez um artifício para que consigam o que querem à base de uma chantagem emocional proveniente de uma restrição de tempos passados. Não gosto de dizer-me inferior aos homens, no entanto, também não prego a igualdade, porque seres vivos tão diferentes não podem ser definidos de forma igualitária. Força física é um exemplo: sou lutadora de boxe e já lutei com vários homens, e é biológico definir que a força física do homem é maior do que a da mulher, isso é fato! Não adianta querer se mostrar superior neste aspecto porque o sexo masculino tem uma hipertrofia melhor desenvolta. Do mesmo modo que a mulher tem uma emotividade mais aflorada, sendo mais sensível a coisas rotineiras que envolvem nossa sociedade. No entanto, estas são generalizações, há mulheres muito fortes assim como há homens sensíveis. Não se deve considerar uma distinção entre sexos, e sim entre pessoas, que são completamente distintas entre si. Outro aspecto que muito me incomoda, o cavalheirismo. Não vou negar que acho lindo o ato de um garoto abrir a porta para mim, ou mesmo puxar a cadeira para eu me sentar. Mas o que não é o “primeiro as damas”? Uma prova de que as mulheres ainda não querem uma igualdade. No dia em que as mulheres pararem de sentirem-se inferiores, não haverá mais tal idéia de superioridade x inferioridade dos sexos.

Memórias de um Acomodado

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É você, o tal sonhador
Que vai por o mundo no lugar?
Bem, eu vou permancer em casa eternamente
Onde dois mais dois
Sempre somam cinco.

Vou montar trilhas
E me esconder atras de sacos de areia.
Janeiro vai ter as chuvas de Abril
E dois mais dois
Sempre será igual a cinco.

...

Todos saudam o ladrão
Todos saudam o ladrão
Mas eu não!
Eu não!

Não questione minha autoridade
Nem me ponha em uma doca
Porque eu não!

Vá dizer ao Rei,
Que o céu está caindo
Quando não está
Talvez não..

(2+2=5 - Radiohead)

Nova Brecha

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Bom, como vocês perceberam, devido a volta definitiva do blog, estamos estreiando um novo layout. Esperamos que gostem, e aproveitem essa mensagem para darem opiniões sobre o template.

Equipe Mente Aberta.
19:49

Notícias quentes do BBB9

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E para você que ama a globo, continue assistindo Big Brother Brasil. Apesar desse ano o programa estar fraco, segundo os telespectadores, uma notícia me deixou bem assustado.

O BBB é o programa que mais rende para a Globo, com uma renda que supera até a de qualquer novela das 8. Se você quer que a Globo continue na sua liderança, dê audiência e faça com que ela ganhe os 110 milhões de reais, previstos para esse ano.

Dou meus parabéns para a emissora pelo programa de alto nível de informação, e espero que, quando a Crise Mundial acabar, essa renda dobre.
, 20:41